12 de March de 2010

Os jogos ao vivo do futebol europeu em 12, 13 e 14 de março

TV

Sexta-feira, 12 de março
13h00 – CSKA Moscou x Amkar Perm – ESPN
16h25 – Schalke 04 x Stuttgart – ESPN Brasil
16h30 – Catania x Internazionale – ESPN

Sábado, 13 de março
09h40 – Tottenham x Blackburn – ESPN Brasil
12h00 – Chelsea x West Ham – ESPN Brasil
14h00 – Valladollid x Real Madrid – Bandsports
14h25 – Bayern de Munique x Freiburg – ESPN Brasil
16h45 – Napoli x Fiorentina – SporTV 2

Domingo, 14 de março
10h55 – Juventus x Siena – ESPN
14h55 – Barcelona x Valencia – ESPN
17h00 – Toulouse x O. de Marselha – SporTV 2

O canal Esporte Interativo também faz transmissões.

12 de March de 2010

Cinco motivos para acompanhar a temporada 2010 da Fórmula 1

5 – Três equipes estreantes. É provável que HRT, Lotus e Virgin comam grama, fumaça e asfalto no fundo do grid. Mas, se não atrapalharem as demais, será bom ver novamente 24 pilotos alinhando para a largada.

4 – Cinco pilotos estreantes. Desde 1994 tantos novatos não davam as caras no grid. E dois deles, Bruno Senna e Lucas di Grassi, há algum tempo mereciam esta chance. Nico Hulkenberg é alguém a ser olhado com atenção, também.

3 – A nova pontuação, que aumentou a margem de pontos do primeiro para o segundo colocados – antes, o segundo marcava 80% dos pontos do vencedor. Agora, marcará 72%. Deve aumentar a briga pelas vitórias.

2 – Acabou o reabastecimento. Os pilotos terão de aprender a trabalhar com o carro muito pesado no começo da corrida, para não destruir os pneus em poucas voltas. Por outro lado, carros leves no fim da prova são sinal de disputas intensas.

1 – Teremos uma segunda chance de ver o melhor piloto de todos os tempos em ação. Michael Schumacher voltou. E nem adianta xingar nos comentários.

11 de March de 2010

Roberto Carlos perdeu aquela patada

Roberto Carlos é o tipo de sujeito que solta frases no embalo, sem pensar. Seja na ânsia de se defender, seja para fazer um auê, o lateral tem dificuldades em controlar a língua.

Nesta toada, já arranjou confusão com Vanderlei Luxemburgo (depois fizeram as pazes), Galvão Bueno e alguns outros…

Na revista Playboy deste mês, o veterano jogador do Corinthians deu sarna para todo o grupo que ganhou a Copa de 2002 se coçar.

Segundo o ex-Patada Atômica, a festança rolava solta na Ásia. Ao contrário do que ocorreu com o “maldito” grupo de 2006, a turma de Felipão só não virou manchete de jornal por dois motivos: porque a seleção ganhou o Mundial e porque houve sucesso ao esconder tudo da imprensa.

A verdade é que ele pode até ter razão. Jogador de futebol não é santo, e o que importa é que ganharam o título jogando bola.

O que fica mesmo desta entrevista de Roberto Carlos é a constatação de que ele está meio perdidinho. Frequenta aquele perigoso espaço reservado aos jogadores que parecem não saber a hora certa de pendurar as chuteiras.

Está atirando em busca de um alvo milagroso que resgate o brilho de outros tempos. Roberto Carlos é hoje, março de 2010, um cover de si próprio.

11 de March de 2010

Exclusivo: Fórmula 1 de 2010 é a mais jovem da história

Mesmo com o retorno dos veteranos Michael Schumacher, 41 anos, e Pedro de la Rosa, 39, e a permanência de Rubens Barrichello (37), o grid de largada que o mundo encontrará neste domingo, no GP do Bahrein, é o mais jovem a abrir uma temporada na história da Fórmula 1, segundo levantamento do ESPORTE FINO.

A média de idade dos 24 pilotos inscritos para a etapa de Sakhir é de 27,2 anos, exatamente a mesma de 2004, quando foram 20 os pilotos que alinharam para o GP da Austrália, que abriu aquela temporada.

Se dois veteranos retornaram e um se manteve na categoria, pesa pela juventude do grid as saídas de Giancarlo Fisichella (37 anos), Nick Heidfeld (32) e Sébastien Bourdais (31), que estavam em Melbourne 2009, combinada com as chegadas de Nico Hulkenberg (22), Vitaly Petrov (25), Karun Chandhok (26), Bruno Senna (26) e Lucas di Grassi (25). Também entram na conta pela primeira vez o espanhol Jaime Alguersuari (19) e o japonês Kamui Kobayashi (23), que estrearam durante a temporada passada.

No futebol, o senso comum diz que um bom time é aquele que mistura juventude e experiência. Assim é o grid deste ano. Mas paira sobre ele a incerteza de jovens pilotos sem resultados expressivos, como Chandhok e Petrov, e de equipes novatas que mal colocaram seus carros para rodar: Lotus, Virgin e, especialmente, Hispania, a equipe de Senna e Chandhok, que sequer completou um quilômetro de teste. “Torço para não ter muitos problemas na sexta-feira”, disse o brasileiro.

O tipo de caldo que este grid será capaz de produzir começará a ser conhecido às 4h de amanhã, quando terá início o primeiro treino livre da temporada 2010.

10 de March de 2010

Wayne Rooney: de “Roonaldo” a melhor do mundo

É irônico imaginar hoje que, há uns seis ou sete anos, a torcida do Everton usava camisas com o seguinte trocadilho “Roonaldo”.

O alvo era o jovem craque Wayne Rooney, grande revelação do simpático time de Liverpool, que em 2004 migraria para o Manchester United por vários milhões de libras (acho que uns 20 milhões).

Irônico porque hoje Rooney está bem melhor do que qualquer Ronaldo (o Fenômeno, o Gaúcho ou o português). É, neste momento, o melhor jogador do mundo. Sem discussão.

Não, não escrevo isso inebriado apenas pelas jogadas demolidoras do atacante contra o Milan, nesta quarta-feira.

Rooney sempre foi bom, claro. Mas vem subindo de produção desde o ano passado. A saída de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid parece ter sido o ingrediente que faltava na poção que transformou o craque em mais novo fenômeno.

O inglês agora não tem um craque da mídia e lhe fazer sombra. Age como um legítimo representante da corte futebolística inglesa em meio a tantos gringos.

Se a Inglaterra brilhar na Copa, Rooney certamente estará exibindo esta grande forma. E é, desde já, o grande favorito ao próximo prêmio de melhor do mundo pela Fifa.

10 de March de 2010

Caso Adriano: as declarações infelizes de Runco e Paixão

Pessoas com problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool precisam de muita coisa. Menos de gente disposta a passar-lhes a mão na cabeça. Fingir que o problema não existe, ou tratá-lo como um tabu, só faz conspirar para que o viciado se perca de vez.

Caso Adriano tenha mesmo tal problema (embora seu staff negue, são grandes as evidências neste sentido), o médico José Luiz Runco, do Flamengo e da seleção brasileira, deu um grande passo para atrapalhar a recuperação do jogador.

“Qual jogador não bebe? Você conhece algum? Se as pessoas forem se preocupar com isso é melhor acabar com o futebol brasileiro, mundial…”

Caro Runco, uma coisa é beber. Outra coisa é deixar que a bebida interfira nos seus relacionamentos, na sua profissão.

A declaração do médico deixa claro outro triste hábito no mundo do futebol: o corporativismo exacerbado. Críticas são encaradas como ataques pessoais. Matérias que abordam temas incômodos são tratadas como “coisa do inimigo”.

Querem outro exemplo? Lá do Estádio Olímpico, o preparador físico Paulo Paixão (Grêmio e seleção) defendeu o Imperador e saiu-se com essa: “Se o Adriano atingir a postura que todos esperam, muitos irão queimar a língua.”

Muitos quem? Não há na mídia qualquer tipo de campanha contra Adriano. Há, sim (como já citado aqui) a constatação de que um atleta com este nível de problemas não tem condições de ir à Copa.

A não ser, é claro, que se recupere a tempo. E que tenha ao seu redor gente disposta a encarar a verdade.

10 de March de 2010

Palmeiras, entre Kanye West e o bagaço da laranja

Ontem eu li no GloboEsporte.com que o técnico do Palmeiras, Antonio Carlos, usou táticas motivacionais para conseguir fazer o time ganhar. Depois de falar sobre o timaço do Sertãozinho, ele mostrou imagens da saga no New York Giants em 2008 ao som de Stronger (“mais forte”), do rapper Kanye West.

Claro que estratégias como essas são válidas e produzem resultados positivos, mas há algo de errado quando o elenco do Palmerias tem que ouvir Kanye West antes de um jogo contra o Sertãozinho. É o Sertãozinho, lanterna e sem tradição.

Isso faz pensar o que os jogadores terão que ver e ouvir antes de enfrentar o líder Santos, no domingo. Na cinemateca de Antonio Carlos devem estar prontos Rocky I, II, III, IV, V e VI, Invictus e Retroceder Nunca, Render-se Jamais.

Desde o fim do ano passado, o buraco do Palmeiras não para de crescer. Mesmo num campeonato irrelevante como o Paulista o time se meteu numa crise, que na verdade era a continuação dos erros de 2009. O Palmeiras é grande, mas precisa se repensar, especialmente se levarmos em conta que, sem parceiros endinheirados, como era a Parmalat e é a Traffic, os períodos de crise são mais comuns que os de estabilidade e bons resultados.

Desse jeito, só vai sobre uma coisa para a torcida:

ps folclórico: Em matéria de preleções históricas no Palmeiras, Antonio Carlos ainda tem muito que aprender. Nos “anais” da história alviverde ninguém supera o histórico dia em que Luiz Felipe Scolari foi flagrado pedindo delicadamente aos jogadores palmeirenses que fizessem de tudo para intimidar Marcelinho Carioca, estrela do Corinthians nos confrontos entre os dois times na Libertadores. Naquele dia, Felipão autorizou o uso de cusparadas na cara e pediu até para que enfiassem o dedo no ânus de Marcelinho.

9 de March de 2010

Por que Adriano não deve ir para a Copa do Mundo

O assunto do dia no futebol brasileiro foi a aparição bizarra de Adriano no treino do Flamengo, ao lado da noiva, que dias atrás detonou os carros de alguns companheiros de clube do imperador, que estavam com ele em um baile funk.

Foi o grito de salvação de um jogador que poderia estar entre os melhores do mundo, mas que hoje é uma sombra do próprio passado e que representa um grande risco para a seleção brasileira se for para a Copa do Mundo.

Dunga chegou à seleção em 2006 com a bandeira da moralização após a nojeira de 2006. Cafu , Roberto Carlos e Ronaldo entraram em aposentadoria compulsória. Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Robinho tiveram novas chances. Desses, Robinho, que abraçava Zidane enquanto o Brasil chorava, conquistou seu espaço no coração de Dunga. Ronaldinho teve chances, mas não correspondeu. E Adriano?

Não se pode falar que falta raça ao jogador. No São Paulo ele foi a tábua de salvação de um time que não tinha jogadas. No Flamengo, seus gols foram determinantes para a conquista do Brasileirão. O problema é o custo-benefício.

No Morumbi, o jogador era protegido de todas as formas pelos dirigentes tricolores. Suas vaciladas eram escondidas, ou desprezadas. No Flamengo, o esquema é o mesmo, só que mais acintoso, tanto é que os treinos do clube foram para o período da tarde para contemplar o ritmo de vida de Adriano. A vida de imperador do imperador não terá espaço com Dunga. Ao contrário do que ocorria até 2005, ele não é imprescindível para a seleção brasileira.

Na hora da convocação, o Dunga moralizador, que tem medo das noitadas de Adriano na África do Sul, terá um embate com o Dunga “amigo dos amigos”, aquele que confia no seu grupo fechado. Mesmo no estágio atual, Adriano tem grande poder de decisão. Mas se o segundo Dunga vencer, as portas estarão abertas para que a bandalha de 2006 volte a assombrar a seleção.

Pausa para um momento-saudade do Adriano Imperador:

9 de March de 2010

A bola da final da Champions League 2009/2010

O jornal espanhol Marca antecipou as imagens da Finale Madrid, a bola oficial da final da Champions League 2009/2010, que será apresentada nesta terça no estádio Santiago Bernabeu, sede da decisão.

Segundo o Marca, o design da bola foi feito por Janneke van Oorschot e, como mostra a foto, é branca com detalhes em vermelho e dourado. O nome Finale indica que a bola faz parte da mais recente família de bolas da Adidas e “Madrid” é uma homenagem à cidade em que a partida será disputada.

A decisão da Champions League 2009/2010 será disputada em 22 de maio. Pela primeira vez na história, o jogo sairá do tradicional meio de semana para o fim de semana, uma forma de atrair mais audiência.

Confira a imagem divulgada pelo Marca:

Atualização às 20h36: Após o lançamento oficial da bola, a Adidas enviou fotos de divulgação para a imprensa da Finale Madrid e das outras bolas da Champions League:

Foto: Reprodução/Marca e Divulgação/Adidas

9 de March de 2010

Walter, do Inter, e a máquina de engolir gente

Internacional O atacante Walter é uma jovem promessa do Internacional. Destaque das seleções brasileiras de base, recebeu propostas do futebol europeu no início do ano.

Os dirigentes colorados, espertos, não o negociaram. Afinal, o garoto joga bola o suficiente para dar alegrias ao Inter, e, claro, ficar ainda mais valorizado no mercado da bola.

Descontente por ter de ficar no Beira-Rio — e além do mais no banco de reservas — Walter sumiu. Passou mais de dez dias sem treinar, trancado em seu apartamento. “Só vou voltar porque tenho contrato”, desabafou, sem pestanejar, reclamando também do técnico Jorge Fossati. Ontem, retornou aos treinos pelo time B.

O Imperador Adriano, como se sabe, ficou alguns dias longe da Gávea. É milionário, jogou na Europa e disputou Copa do Mundo.

Nada disso, porém, o afasta de sérios problemas. O flamenguista seria um desafio e tanto até mesmo para o mais renomado dos psicólogos.

Dizer que Walter caminha para ter o mesmo destino seria um exagero. Mas fica a reflexão sobre a maneira como a “máquina futebol” engole sem piedade todos os que dela se aproximam ser ler o manual de instruções.

E por manual de instruções entenda-se algum tipo de instinto capaz de proteger os jogadores de gente interesseira, contratos traiçoeiros, álcool, drogas…

Às vezes este instinto é desenvolvido por meio da boa formação familiar, da inteligência ou do equilíbrio emocional.
Duro é esperar tudo isso de quem cresceu preocupado apenas em sobreviver.

Este texto faz parte da coluna “País do Futebol”, publicada todas as terças-feiras no Diário de S. Paulo.