3 de July de 2009

Barrichello supera dois recordes de Schumacher

Schumacher tinha praticamente todos os recordes da Fórmula 1. Dos poucos que não estavam com o alemão, um era o de GPs disputados, que é de Barrichello. Agora, são mais dois. A temporada de sobrevida que conseguiu na categoria tornou o brasileiro o piloto com mais voltas e quilômetros percorridos na história.

Barrichello chegou a 67.275 quilômetros rodados, contra 66.164 do ex-companheiro de Ferrari. Desde o GP da África do Sul de 1993, quando estreou pela Jordan, o brasileiro percorreu 14.047 voltas, contra 13.909 do heptacampeão. Nenhum outro piloto percorreu mais de 14 mil giros.

Ainda neste ano, Barrichello pode alcançar outra importante marca. A nove corridas do fim do ano, o brasileiro precisa fazer uma média de 5 pontos por GP para chegar ao fim do ano com mais pontos que Senna. Se, hipoteticamente, chegar em quarto lugar em todas as provas, ficará com 616 pontos acumulados na carreira, contra 614 do tricampeão.

São números que serão usados pelos críticos de Barrichello para atacar o piloto. Afinal, o aproveitando é muito ruim: média de 2 pontos por corrida, 1 vitória a cada 30 provas disputadas. Mas, por outro lado, são inegavelmente a prova de que trata-se de um bom piloto. Ou é possível enganar por 17 temporadas seguidas?

3 de July de 2009

Libertadores-2009: Cruzeiro chega encorpado à decisão

O Cruzeiro está na final da Libertadores da América. Ontem, no Olímpico, a equipe mineira provou que aprendeu mesmo a jogar bem fora de casa e garantiu a vaga com um empate por 2 a 2 com o Grêmio. Vai pegar o tradicional e “encardido” Estudiantes, da Argentina.

Confesso que, até os duelos contra o São Paulo, não botava muita fé no time de Adilson Batista. A pegada que sobrava no atacante Kléber parecia faltar ao resto do time. Mas eis que temos agora uma Raposa encorpada, que sabe defender com a mesma volúpia com a qual vai ao ataque.

Já o Grêmio, como bem já lembrou o José Antonio Lima em post recente, mostrou que tem muitas carências. A ponto de, certamente, não conseguir enfrentar grandes adversários de igual para igual. Basta olharmos para alguns jogadores titulares do Tricolor gaúcho e perceberemos que há algo errado no Olímpico.

A julgar pelos confrontos da primeira fase, a decisão entre Cruzeiro e Estudiantes será repleta de gols. Os dois times estavam no Grupo 5 e não pouparam a defesa adversária. No primeiro confronto, em Belo Horizonte, a Raposa fez 3 a 0 no time argentino. Já em La Plata, o Estudiantes devolveu o placar com juros: 4 a 0. O atacante Kléber e o meia Verón, talvez os astros desta final, fizeram gols.

Os jogos decisivos estão marcados para os próximos dias 8 e 15, na Argentina e no Brasil, respectivamente.

2 de July de 2009

Camisas religiosas no futebol: fé ou proselitismo?

As comemorações da Copa das Confederações e da Copa do Brasil, nesta semana, foram marcadas pelo uso de camisetas que destacavam mensagens religiosas. Tanto atletas da seleção brasileira quanto do Corinthians quiseram dizer ao mundo que amam Jesus e, por conta disso, causaram grande polêmica. Afinal, é correto ou não o jogador demonstrar sua religião dessa forma?

Para debater esse assunto, em primeiro lugar, é preciso recorrer à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em seu 18º artigo, ela diz, claramente, que os jogadores têm, sim o direito o direito de usar as camisas religiosas: “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.”

O problema é que a Declaração dos Direitos é um documento ideal, no sentido de que só é aplicada no campo das ideias. Ainda que alguns países estejam mais e outros menos próximos desse ideal, em nenhum lugar no mundo há um respeito total pelo documento. Se o mundo fosse feito de pessoas boas e se a religião – algo criado pelo homem e não por (qualquer) deus – não fosse um instrumento político, os jogadores poderiam fazer tranquilamente suas manifestações. Mas não é esse o mundo no qual vivemos e é por isso que a Fifa precisa fazer valer sua norma que proíbe manifestações religiosas, bem como as políticas, comerciais e pessoais.

Não é o caso de pedir que todo ato religioso seja expurgado do futebol. Na mesma Copa das Confederações, os jogadores do Egito comemoraram alguns gols fazendo homenagem a Alá. Taffarel, após ganhar o tetra, se ajoelhou e agradeceu a Deus. Foram atos muito bonitos. O problema é que se aproveitar dos inúmeros flashes e câmeras presentes em uma competição esportiva para fazer propaganda da própria religião é proselitismo religioso. Isso fica claro quando se percebe que as mensagens estão em inglês, a língua universal.

Tal comportamento, que parece ser o de tentar converter fãs em fieis, não é aceitável. Ainda mais em se tratando de uma competição esportiva, ferramenta fundamental para que os homens – todos – se comportem “em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”, como manda o primeiro artigo da mesma Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Foto: Divulgação / CBF

2 de July de 2009

Título do Corinthians veio dentro e fora do campo

Muricy Ramalho foi mal em torneios mata-mata pelo São Paulo. Porém, um de seus principais ensinamentos durante o período que treinou o time do Morumbi cai como uma luva para a decisão da Copa do Brasil.

O sisudo treinador sempre deixou claro que este papo de “clima de guerra”, “coração na ponta da chuteira”, “vida ou morte” etc. mais atrapalha do que ajuda. Em geral, times que entram em campo sob tal espírito trocam os pés pelas mãos.

É o que aconteceu com o Internacional, nesta quarta-feira à noite, no Beira-Rio. É bem verdade que já se tratava de um time em momento de declínio, com seu técnico em baixa. Mas, após tantas declarações e atitudes pouco profissionais do dirigente Fernando Carvalho, o Colorado entrou em campo sem foco. Quando finalmente conseguiu empatar o jogo, preferiu brigar. O baixinho D´Alessandro foi expulso e fez o time dar adeus a qualquer chance de milagre.

Já o Corinthians merece o tricampeonato. E provou isso dentro e fora de campo. Mano Menezes aprendeu com os erros do ano passado e, ao contrário do que fez na Ilha do Retiro, colocou o Timão em cima do Inter no Beira-Rio e, com 20 minutos de jogo, já estava com o título garantido.

Por outro lado, seus dirigentes foram elegantes e frios durante toda a semana. Não se viu respostas iradas ou burras às insinuações dos colorados, fato que deixou o time tranquilo e concentrado apenas na bola.

1 de July de 2009

River Plate sonha, mas Diego Lugano deseja ir para a Roma

“O Campeonato Italiano é o topo, especialmente com a camisa da Roma.” A frase é do zagueiro Diego Lugano, cujo contrato com o Fenerbahçe, da Turquia, terminou hoje (1º de julho) e não houve acordo para a renovação.

Quem também sonha com os serviços do ídolo são-paulino é o River Plate, da Argentina. Segundo o diário Olé, embora o River não tenha dinheiro para bancar o negócio, conta com o apoio do também uruguaio Enzo Francescoli - um dos maiores nomes da história do clube - que estaria empenhado em convencer o conterrâneo a jogar no Monumental.

O esforço de Francescoli, porém, não deve passar da página 2. Lugano sabe que ainda tem mercado na Europa e não pretende voltar à América do Sul tão cedo. Resta esperar para ver se sai o acordo com a Roma.

1 de July de 2009

A loucura por Kaká no Santiago Bernabéu

Talvez a apresentação de Cristiano Ronaldo seja ainda mais estrondosa que a de Kaká. O que não dá para não ver, entretanto, é que o craque brasileiro já causa uma histeria em Madri digna de ídolo pop. Nesta terça-feira, cerca de 50 mil torcedores alucinados pelo Real foram ao Santiago Bernabéu dar as boas vindas ao atleta. Mas a frenesi é compreensível, afinal a paixão é a essência do torcedor, certo? Ocorre que parece ser mais do que isso. Até a imprensa embarcou com tudo na nova onda. O Diário Marca, o principal jornal esportivo do país, amanhece nesta quarta-feira simplesmente com suas dez principais matérias repercutindo a chegada do novo camisa 8. E a manchete… “Loucura por Kaká no Bernabéu”.

E, convenhamos, os “hinchas” do Real têm toda a razão. Tem de comemorar muito. Messi e Cristiano Ronaldo podem ser hoje os jogadores que mais holofotes atraem no momento, até porque na última temporada defenderam os dois melhores times do mundo. Mas o ex-são paulino é ainda maior do que eles. Primeiro, porque chegou a ser eleito o melhor do planeta mesmo colocando o grupo acima do individual e sem fazer nenhum esforço para chamar a atenção a si mesmo; segundo, porque, embora os outros dois também já tenham triunfado na Liga dos Campeões, falta-lhes uma Copa do Mundo. Em 2002 Kaká era um coadjuvante, é verdade, mas isso não muda o fato de que ele estava lá e de que já conhece o caminho do título e a sensação da volta olímpica mais desejada.

Quando surgiu no São Paulo em 2001, ainda como Cacá, o meia logo foi apontado como sucessor de Raí. Grandes credenciais, já que se tratava do maior ídolo da torcida e de um posto que muitos falharam em assumir. O jovem, é verdade, passou longe de significar aos tricolores o que o pupilo de Telê Santana significou. Sua passagem como titular foi curta e sem nenhum grande título. Vale destacar que o momento do clube não ajudou. Mas daí Kaká surgiu para o mundo e, contratado para ser reserva de Rui Costa no Milan na temporada 2003/2004, logo ganhou a posição de astro da equipe. Na estreia, marcou um gol contra ninguém menos que a arquirrival Inter de Milão e as vendas de sua camisa explodiram.

O jogador, um dos poucos craques nacionais que se destacam no exterior também pela cultura e bom comportamento, tem agora duas grandes tarefas. Fazer o Real Madrid voltar a vencer uma Liga dos Campeões e vencer um Copa do Mundo como protagonista. A boa companhia de Cristiano Ronaldo na Espanha e a arrancada da seleção de Dunga na Copa das Conferações tornam os objetivos mais palpáveis. Boa sorte a um legítimo ídolo nacional!

1 de July de 2009

Nike Total 90 Ascente: a bola do Campeonato Italiano

Nike Total 90 Ascente A Lega Calcio, a liga de futebol que organiza o Campeonato Italiano, divulgou ontem as primeiras fotos da Nike Total 90 Ascente, a bola que será usada na temporada 2009/2010 nas Séries A e B, na Copa da Itália, na Supercopa e nos campeonatos de base, as famosas “primaveras” da Itália. A Nike diz que os chutes terão mais precisão com esta bola, já que a trajetória terá mais estabilidade e velocidade, por conta da aerodinâmica do material externo.

O novo “pallone” foi testado em túneis de vento da Universidade de British Columbia, no Canadá, antes de ser avaliada pelos elencos de Juventus, Barcelona, Manchester United e Arsenal. Ao que parece, modelos iguais, mas de cores diferentes, serão usados em outros campeonatos que, como o italiano, têm contrato com Nike. Um deles deve ser o Campeonato Escocês.

Foto: Divulgação/Lega Calcio

30 de June de 2009

Vídeo da apresentação de Kaká tem Van Halen

Foi bonita e emocionante a apresentação de Kaká no Real Madrid. Cito em especial a feliz escolha da música “Right Now”, do Van Halen, para fazer fundo ao clipe com momentos da vida do meia brasileiro. Pelo que entendi, tal vídeo foi exibido ao vivo no Santiago Bernabéu.

Lançada em 1991 no álbum For Unlawful Carnal Knowledge (F.U.C.K.), “Right Now” é uma grande gravação e caiu como uma luva para o momento. Infelizmente, não consegui encontrar no Youtube a edição completa do vídeo montado pelo Real.

Na opção abaixo, a música começa aos 3min45s, mostrando Kaká ainda bebê e, logo em seguida, já com as camisas do São Paulo, do Milan e da seleção brasileira.

Ao contrário do amigo Diogo Salles, não sou um grande fã do Van Halen. Mas tenho algo a dizer sobre os caras: acho OU812 (de 1988) o melhor disco da banda. E o vocalista Sammy Hagar mais legal do que David Lee Roth.

Sobre Kaká, achei que a camisa branca e o número 8 combinaram um bocado.

30 de June de 2009

Final da Copa do Brasil: Fernando Carvalho cai na vala comum

Após Juvenal Juvêncio, o mais recente exemplo de dirigente “moderno” a virar um simples “cartola” vem do Rio Grande do Sul. Trata-se de Fernando Carvalho, responsável direto por reconduzir o Colorado de volta ao posto de clube vencedor. Hoje vice de futebol do Inter, Carvalho parece ter rasgado a cartilha que escreveu.

Na ânsia de reverter desde já a vantagem corintiana pela decisão da Copa do Brasil, o dirigente mais parece um capitão farroupilha. Usa termos como “inferno” e “guerra” como se fossem naturais no futebol. Por falar nisso, e a irritante alusão ao regionalismo? Aquela história de que o poderio econômico de São Paulo faz a balança pender para o lado de cá? Balela! O Inter ganhou final de Libertadores no Morumbi! O Grêmio ganhou Brasileirão e Copa do Brasil no mesmo palco!

E tem mais. É atitude absolutamente infeliz a divulgação deste DVD com imagens que mostram um suposto favorecimento da arbitragem ao Corinthians na competição em disputa. Nem mesmo as lembranças de 2005, quando, aí sim, o Inter foi prejudicado, explicam tal atitude a esta altura do campeonato.

De quebra, Carvalho fez questão de posar ontem com uma precoce faixa alusiva ao tricampeonato corintiano na Copa do Brasil. Ora, que deixe isso para Tite mostrar aos seus atletas no vestiário…

De minha parte, considero possível o Inter tirar a vantagem do Timão e ficar com a taça. Tem tradição e futebol para isso. Mas não se verá, nesta coluna, apologias à “esperteza” dos dirigentes.

Este texto faz parte da coluna “País do Futebol”, publicada todas as terças-feiras no Diário de S. Paulo.

30 de June de 2009

Como negar o óbvio?

Me sinto perfeito, então estou feliz
Roger Federer, a caminho de seu sexto título em Wimbledon e o 15º em Grand Slams.