Depois de passar sufocos com Novak Djokovic, Andy Murray, Nikolay Davydenko e Juan Martin Del Potro em 2009, Roger Federer e Rafael Nadal terão uma dor de cabeça a mais em 2010. O argentino David Nalbandián, 27 anos, que já foi a pedra no sapato do suíço e impôs derrotas arrasadoras ao espanhol, está de volta ao circuito e com fôlego renovado.
Por conta de uma cirurgia no quadril, o ex-número 3 do mundo está há sete meses afastado do circuito. Mas, em entrevista a este blogueiro, originalmente preparada para Tenisbrasil, ele diz que retornará às competições em Auckland, em janeiro, e que teve tempo de “recarregar baterias para encarar os últimos anos da carreira”. O jogador afirmou ainda que não sente mais dores e que, no primeiro semestre deste ano, atuou bem mesmo “praticamente só com uma perna”.

Jogadores como Magnus Norman e Gustavo Kuerten se submeteram a cirurgias no quadril e nunca mais voltaram ao nível habitual. Você teme que seu caso seja igual ou está convicto de que retornará ao seu melhor tênis?
Tenho tido uma recuperação muito boa, realmente não sinto incômodos e meus médicos estimam que não haverá nenhum tipo de complicação para que volte a jogar como antes. Certamente terei alguns meses de adaptação e aos poucos encontrarei meu nível. Alem disso, joguei muito bem, praticamente com só uma perna, durante os primeiros meses de 2009 até Estoril. Então estou confiante de que voltarei a jogar em um ótimo nível.
Você se queixou algumas vezes do desgaste das viagens. Este período que está fora do circuito pode te dar uma motivação extra para enfrentar o calendário extenuante na sua volta?
Este tempo em que estive inativo me serviu para ver tudo de fora, analisar mais as coisas. Aproveitei para compartilhar meu tempo com pessoas queridas. Isso era algo que não fazia desde muito tempo atrás – e que eu precisava muito. Espero ter recarregado as baterias suficientemente para encarar os últimos anos da minha carreira.
Qual é a sua prioridade nesta volta: ranking, Grand Slam ou Copa Davis?
Meu primeiro objetivo é voltar a jogar bem. Mas minhas duas principais metas são ganhar a Copa Davis e um Grand Slam. Se conseguir atuar bem, escalarei posições no ranking naturalmente.


Boas perguntas, Otávio!
17 de December de 2009 às 23:19