Depois de um saboroso Brasil versus Argentina, veio a hora da sobremesa. Desta vez, escolhi acompanhar o que diziam espectadores comuns, em vez de consultar especialistas. Para achar um viés diferenciado, fui direto aos fóruns dos grandes jornais do Velho Continente para saber como os apaixonados por futebol na Europa viram o triunfo verde-amarelo no maior clássico sul-americano.
Duas coisas me chamaram a atenção após de ler mais de 300 comentários: a afirmação recorrente de que ¨Kaká comió a Messi con Patatas¨, e, outra, inversa, de que o camisa dez da seleção brasileira não brilhou.
Vale a comparação Kaká contra Messi pelo simbolismo de serem dois astros de primeira grandeza em lados opostos. É quase uma metonímia, uma parte pelo todo, já que na verdade significa que o Brasil dominou a Argentina. Kaká e Messi mal encontraram um ao outro em campo.
A rivalidade que existiu, e que foi claramente vencida pelo ex-são paulino, foi contra Mascherano e os demais volantes argentinos, que o perseguiram em campo com grande vontade e botinadas generosas. Mas Kaká, mesmo caçado, foi o senhor do meio campo. E é por isso que pode-se dizer que ele engoliu Mascherano, não com patatas, mas com caprichadas chimichurra e provoletas, já que na casa do rival.
E por que, então, tantos espectadores europeus criticaram os louros dados ao brasileiro? Por paixão clubística, ouso dizer. Quase sempre os comentários com esse tom vinham de espanhóis, via de regra torcedores do Barcelona. Isso, o Barça de Messi e arquirrival do Real Madrid de Kaká.
Na visão deles, o brasileiro “não fez nada, se limitou a um belo passe para Luis Fabiano”. Mas, para quem conhece a tensão de um Brasil versus Argentina, não foi bem assim. O camisa 10 participou ativamente do segundo gol e travou uma batalha digna de futebol americano na faixa central. Recebia bolas quadradas e as arredondava; com habilidade, protegia e fazia ganhos territoriais que eram interrompidos sempre com obstruções violentas. De jarda em jarda, deu o respiro necessário ao time de Dunga, que não tinha a primazia da posse de bola, e organizou jogadas decisivas. Num clássico tão nervoso, está longe de ser pouco.
Foi muito difícil, nos últimos anos, encontrar um bom representante para a camisa que vestiu Pelé. Nem Ronaldinho Gaucho, que tem os pés abençoados, se saiu a contento. Parece que agora esta em boas mãos. A Copa da África vai tirar qualquer duvida.


Os jogadores da Seleção Brasileira estão mais com tranquilidade e confiança e isso é muito importante para a Copa do Mundo.
7 de September de 2009 às 14:34O Kaká jogou bem e o Messi esteve apagado.
7 de September de 2009 às 16:37E o Rivaldo? Foi nesta década, ainda…
O Kaká cada vez mais me parece um craque à moda antiga. É o tipo de jogador elegante que cairia bem no Brasil de 86, por exemplo. No de 82, seria talvez o primeiro dos reservas.
7 de September de 2009 às 22:38