Calma, presidente Kalil. O ano do Atlético Mineiro não foi jogado no lixo, não! Ontem, ao desembarcar em Belo Horizonte após a derrota para o Palmeiras, o carismático presidente do Galo, Alexandre Kalil,
>desabafou: “É um ano de profunda frustração para mim. Jogamos um ano inteiro no lixo!”
O dirigente atleticano, como nove entre dez de seus pares, vira um torcedor de arquibancada ao ser confrontado com emoções mais fortes. A verdade é que o ano do Atlético esteve longe de ser ruim, muito menos a ponto de ser atirado na lixeira.
Após muito tempo, os atleticanos puderam se entusiasmar com um elenco competitivo e jogadores que chamaram a atenção de todo o país.
Muitas contratações foram certeiras, como as de Diego Tardelli e Ricardinho. Outras, se não renderam exatamente o esperado, serviram ao menos para manter a qualidade do grupo. É o caso do lateral Júnior, do volante Correa ou do atacante colombiano Rentería.
Por que, então, o Galo não chegou lá? Por pura falta de tranquilidade na hora de fazer a última curva e entrar na reta final com potência máxima. A pressão parece ter falado mais alto e todos — comissão técnica, jogadores e dirigentes — parecem ter sentido a pressão, deixando o motor engasgar.
Muitos hão de culpar Celso Roth. Estou fora dessa! O gaúcho vem amadurecendo. Tem dado declarações sóbrias, mostrando que pode, sim, ser comandante de um time vencedor. Para Roth e o Atlético, é tudo questão de dar tempo ao tempo.
Este texto faz parte da coluna “País do Futebol”, publicada todas as terças-feiras no Diário de S. Paulo.


[...] This post was mentioned on Twitter by Francisco Luz, Roberto Andrade. Roberto Andrade said: RT @franciscoluz: Atleticanos do mundo, leiam e mantenham a calma. SERENITY NOW, bradaria Frank Costanza: http://tinyurl.com/y85rbog [...]
1 de December de 2009 às 17:20Ainda dá pra ficar na frente do Cruzeiro, o que pro Galo já seria histórico.
1 de December de 2009 às 21:22Eu também estou nos que defendem o Celso Roth. Fez milagre com um time que tem Éder Luis, Thiago Feltri, Marcio Araújo (todos campanha série B, e são desse nível) e Carlos Alberto. Com um time de qualidade na mão o Celso Roth é capaz de montar um esquema e ganhar. Ano que vem o Galo vem forte.
3 de December de 2009 às 10:19