Para quem esteve em Marte nos últimos quatro anos: em 2005, o Corinthians conquistou o Campeonato Brasileiro de forma polêmica por dois motivos:
1) O Internacional perdeu a liderança para o Corinthians da noite para o dia, quando o então presidente do STJD, Luiz Zveiter (hoje presidente do TJ-RJ), decidiu anular os 11 jogos que o árbitro Edilson Pereira de Carvalho teria tentado manipular. 2) No jogo Corinthians 1 x 1 Inter, na 40ª rodada, Márcio Rezende de Freitas deixou de marcar pênalti para o time gaúcho e ainda expulsou o Tinga.
Em 2007, o Corinthians lutava contra o rebaixamento com o Goiás e tinha um ponto a mais. Na última rodada, o alvinegro pegou o Grêmio fora e, se ganhasse, estava livre, mas o jogo acabou empatado. Em Goiânia, o Goiás fez 2 a 1 no Inter, que sofreu acusações de ter feito corpo mole, permaneceu na primeira divisão.
Hoje, com o Inter disputando o título com o São Paulo, Flamengo e Palmeiras, algumas frases foram ditas (como contam o site da ESPN Brasil e o Terra), e é bom cada um tirar suas próprias conclusões.

Nós sabemos que o Inter tem uma chance de ser campeão, e eles podem contar conosco. Existe uma dívida de gratidão. O Inter de uma certa maneira nos ajudou faz dois anos a não cair.
Marcos Figueiredo, diretor de futebol do Goiás, falando sobre o empenho do time para o jogo contra o São Paulo

O Goiás não tem que agradecer nada, porque isso não faz sentido. O Internacional saiu na frente e o Clemer até defendeu um pênalti, em duas cobranças. Lutamos até o fim pela vitória, que só não conseguimos porque o Goiás foi mais competente
Vitório Piffero, presidente do Internacional, rebatendo.

Na verdade, quando eu me referi a essa dívida de gratidão foi em função dos clubes do Rio Grande do Sul terem tido papel importante na última rodada [do Brasileiro de 2007]. Isso sem nenhum tipo de beneficiamento (sic)
Marcos Figueiredo, diretor de futebol do Goiás, tentando explicar a frase anterior


Quem viu o jogo sabe que o Inter “abriu as pernas”. Não existe mais bobo no futebol, nem dentro nem fora de campo.
25 de November de 2009 às 21:38Essas partidas onde apenas um time tem interesse no resultado são uma anomalia intrínseca ao sistema de pontos corridos. São imorais sem dúvida, mas são inevitáveis e difíceis de punição porque sempre faltam provas. Em 2002 o papelão que o Paysandu aprontou pra beneficiar o Inter na última rodada foi muito mais feio que o esquema do Goiás. Antes de terminar o jogo a fiel bicolor já jogava dinheiro no campo indignada com a armação e ao final tentou invadir o vestiário para agredir os jogadores “comprados”.
26 de November de 2009 às 00:48Não vejo nenhuma relação disso com a fórmula de pontos corridos, afinal, mata-mata tem a sua fase de turno também.
O dirigente do Goiás foi completamente infeliz. Supondo que realmente haja uma “entregada” de jogo aí, o Inter soube disfarçar muito bem, afinal, saiu na frente e teve o Clêmer pegando dois pênaltis. Aí o cara vai e fala isso…
26 de November de 2009 às 01:12O Goiás vai ganhando um espaço não muito digno no imaginário do torcedor brasileiro.
26 de November de 2009 às 14:40Anderson comentou:
Quem viu o jogo sabe que o Inter “abriu as pernas”. Não existe mais bobo no futebol, nem dentro nem fora de campo.
O Inter, em 2007, venceu duas partidas fora de casa. Sem interesse no campeonato e após ter metade das férias feitas por conta do convite para jogar em Dubai, por que iria se matar? E, com um time tentando fugir do rebaixamento, o mínimo que se esperava era que o Goiás desse o sangue, como deu.
Se não, a cada vez que um time do Z-4 vencer uma partida na fase final do campeonato, vamos poder dizer que foi entregue. Parece que o Miranda tava ensacolado pelo Botafogo no domingo…
E parece também que o Inter foi responsável pela derrota do Corinthians para o Vasco, três dias antes. O Corinthians, coitado, não teve culpa nenhum em ser o 17º de 20 times.
26 de November de 2009 às 23:42