Começa nesta quinta-feira, com uma semana de atraso, o Torneo Apertura do Campeonato Argentino. Os críticos chamam a competição de estatal, visto que os times só conseguiram entrar em campo após a presidente Cristina Kirchner e seu marido, o e ex-presidente Néstor Kirchner, costurarem com Julio Grondona, o chefão da AFA, a compra dos direitos de televisionamento do campeonato.
Na Argentina, os direitos do campeonato nacional pertenciam ao grupo TSC, uma parceria entre a Torneos y Competencias (uma espécie de Traffic) e o grupo Clarín – que edita o importante jornal de mesmo nome e é dono, entre outros, do esportivo Olé. Ao contrário do que ocorre no Brasil, não havia jogos do Argentino em TV aberta. Apenas canais a cabo e pay-per-view passavam as partidas.
Pois a AFA, tendo de gerenciar a enorme crise financeira dos clubes, exigiu que a TSC pagasse mais pelos direitos, o que foi negado. Apoiado pelo casal Kirchner, em guerra com o grupo Clarín, Grondona rompeu o contrato unilateralmente e buscou abrigo nos colos do estado. Vale lembrar que um punhado de clubes “hermanos” estão afundados em dívidas, com salários atrasados e pendengas judiciais com o próprio estado.
Mas o papai estado, como sempre, não negou pão aos filhos que lhe trazem votos. O governo Kirchner comprou os direitos de televisionamento do futebol argentino por cerca de US$ 155 milhões anuais. Aos críticos de tal decisão, Kirchner explica que vai renegociar tudo em cotas. “Este dinheiro irá voltar em forma de novos acordos. Vamos repassar 50% para a AFA e 50% aos desporto olímpico”, disse a presidente, segundo o Olé.
Chamou a atenção outra frase de Cristina Kirchner, ontem, em cerimônia que contou com a presença de Diego Maradona. “É injusto que apenas quem consiga pagar possa ver um jogo de futebol na TV. Porque sequestram as imagens, sequestram os direitos, como antes sequestraram e desapareceram com 30 mil argentinos. Eu não quero sequesto. Eu quero liberdade!”
Concordo com a primeira parte. É um abuso restringir o esporte mais popular de um povo aos canais fechados. Já a segunda, cá entre nós, abusa do populismo ao misturar alhos com bugalhos. Ver futebol na TV não tem nada a ver com liberdade política e ideológica, como insinuou a presidente ao citar a perseguição da ditadura militar dos anos 70/80.
Seja como for, felizes com a quantia investida pelo governo, os clubes vão a campo. Nesta quinta-feira, temos Rosario Central x Racing e Independiente x Newell´s Old Boys.


Esse sistema do Campeonato Argentino é muito complicado.
21 de August de 2009 às 10:55O futebol brasileiro tem todos os defeitos q nós ja estamos careca de saber… ( eu sou careca de verdade mesmo..rs ). Mas na Argentina me parece ser mto pior. Dois campeonatos por ano, sistema de rebaixamento estranho… e mais essa q não passa na tv aberta??? UM ABSURDO ISSO. Por mais q a tv possa atér ser barata la, e aquele pessoal q mora no interior, onde nao se tem nenhum bar com tv a cabo pra transmitir? Não tem direito de ver o futebol do seu proprio pais? Um absurdo.. e tem gente q reclama do monopolio da Globo… Pelo menos temos jogos ao vivo e qualidade pra acompanhar o campeonato.
21 de August de 2009 às 17:19Cara por mim os hermanos poderiam se afundar até o pescoço , já pensou , assim poderíamos passear na libertadores.Quando não direcionavam os jogos de clubes do mesmo País quem foi que levou a melhor ? nós é claro , por isso desistiram, fazem de tudo para um time de lá estar nas quartas de final, no mínimo. Alguém duvida que a Argentina vencerá o jogo contra o Brasil , no campinho do rosário, o Sr. Diego Viciado Maradona não é trouxa, dar espaço pra nós pra que.
24 de August de 2009 às 00:10