Por Carolina Mendes
Escritora, paulistana e defensora do gol de mão
Quando eu digo que torço para a Portuguesa, as pessoas me olham com desconfiança. Sabem do meu passado são paulino, ou acham que eu estou mentindo. Não estou.
Confesso que no começo foi por malcriação. Ano passado, estava irritada e envergonhada com o meu ex-time e comecei a procurar uma opção. Filha primogênita de um sujeito que adorava futebol, fui do pai e não da mãe. Cresci vendo futebol de domingo com o meu pai, deitada no sofá e falando palavrão. Vendo futebol podia falar palavrão.
Mesmo sendo do pai, nunca tive vontade de escolher o time dele. Escolher o da mãe seria considerado traição, considerando que ele era palmeirense e ela, corintiana. Fiquei quieta até aparecer o Raí na minha vida. Era um fenômeno, e eu que nunca soube lidar com derrotas, abracei a causa vitoriosa. Quase todos os meus amigos também são, por motivos diversos mas impulsionados pela época próspera. Estava armada a minha vida futebolística.
Tempo passou, eu cresci, fui descobrindo outros valores e comecei a me aborrecer. Me aborrecer com as piadinhas, me aborrecer com o clube, me aborrecer com os ídolos que seguiram. Não precisa ficar histérico, amigo são paulino, é como eu sinto e vejo as coisas. Fiquem a vontade, não estou julgando ninguém, mas chegou num ponto que pra mim não servia mais.
Futebol é responsável pelo primeiro pescotapa que o mundo nos dá. Você tem um time, ele ganha, e você aborrece os amiguinhos que torcem pra outros times. Aí seu time perde e você tem que dar a cara a tapa. E sua mamãe não pode fazer nada, e não pode controlar as maldades das outras crianças. Ela pode desligar a TV da sua casa antes do apito final, mas não pode desligar as TVs das outras casas.
Eu que, neta de um catalão expatriado pelo Franco, torcia pra um time que teve uma ligação bastante curiosa com o governo militar, me peguei sem time. E aí lembrei dos times românticos, escolhi a Portuguesa. Aquela que é segundo time de todo mundo e que tem uma torcida que cabe numa Kombi. Escolhi e fui a um jogo.
Meio do ano passado, a Lusa na série B do Campeonato Brasileiro, um frio medonho. MEDONHO. Maço de Marlboro, máquina fotográfica, umas dilmas pra comprar uma Coca zero e um dos infames bolinhos de bacalhau. Fui sozinha e me apaixonei.
No minuto em que entrei no Canindé pela primeira vez. Olhei os rostos, as crianças, os velhos, os bigodes e os clichês. Cara do amendoim que as pessoas conhecem pelo nome. Nenhum momento de medo, nenhuma atitude da famosa Leões da Fabulosa, que até aquela noite era descrita pra mim como a irmã violenta do Taliban.
Futebol, bolinho de bacalhau, Coca zero, 2 gols pra Lusa e 1 gol pro outro time.
Era isso que eu queria: sentir tesão e ver futebol, independente do resultado. Do ano passado, guardei todos os ingressos das idas solitárias ao Canindé e o gosto amargo de não ter subido para a série A. Curado meu amor pelo futebol, voltei ao SPFC? Nem fodendo. Tem algo de mágico na Lusa e no Canindé, um jeitão despretencioso e estabelecido, seguro de que uma derrota é só mais uma, assim como uma vitória é só mais uma. E que filhos, netos, amigos, e netos e filhos do vendedor de amendoim estão e estarão lá. E a Carolina, que segue apaixonada e que acredita que a Lusa sobe esse ano, como acreditava no ano passado.
Carolina que vai acreditar e ir ao Canindé enquanto tiver amor pelo futebol, tesão por esse bueiro encantador que é a cidade de São Paulo, e pela vida. O cigarro a céu aberto, sob sol escaldante, na arquibancada do Canindé é dos prazeres que eu descobri no último ano que mais me alegram. Exagero? Qual o seu time? A Lusa é que não é. Fosse, você entenderia.
Em tempo: terça eu fui ao Canindé, e a Lusa perdeu. Aos trombeteiros do apocalipse praticantes de bullying: foi a primeira vez que eu vi a Lusa perder ao vivo neste ano, não é meu o pé frio. A torcida cantou e empurrou mas o nosso gol não saiu. Fiquei feliz por não conseguir parar o carro dentro do estacionamento do estádio porque estava cheio, e eu espero que fique cada vez mais cheio.
O trânsito, atravessar o centro da cidade, ficar parada na Marginal Tietê de olho nos holofotes do Canindé, sozinha no carro. Levar uma Heineken pra beber antes de entrar, e passar 2 horas ali ouvindo meus amigos torcedores com um olho no jogo e outro nos filhos: amor. É isso que futebol tem que ser, xingar a mãe do juiz enfurecidamente, virar pro cara que tá do seu lado e rir.
Fiquem com os times badalados de vocês, deixa a gente na Kombi, comendo bolinho de bacalhau, brigando pra chegar na Série A, vivendo bem pra caralho.


No ano passado fui a um jogo no lindo e aconchegante Estádio do Restelo, em Lisboa, onde joga o tradicional Clube de Futebol Os Belenenses. O placar? Zero a zero diante do Vitória de Setubal, com ambos os times brigando demais contra a ruindade e o frio intenso, mas lutando pela honra. Comi o melhor cachorro quente da minha vida, olhando a maravilhosa Torre de Belém de soslaio, tendo as mesmas sensações que você, Carolina, tem vendo a Portuguesa. Os Belenenses me conquistaram, talvez porque hoje eu torça por uma merda de time (o time, não o clube) chamado São Paulo Futebol Clube.
19 de August de 2011 às 13:30Do que temos à disposição, o Canindé é o melhor estádio em São Paulo. A torcida da Lusa é divertida e realmente é um prazer assistir ao jogo apenas por gostar de futebol. Não tem clima de tensão. É entretenimento familiar, como deve ser. Para ficar perfeito, só faltava poder fazer piquenique com os filhos. Só não comi o bolinho de bacalhau quando fui. Fiquei na arquibancada, de costas para a Marginal Tietê, onde estão os tipos mais curiosos. Onde vende esta iguaria, hein?
19 de August de 2011 às 13:41Tantas coisas que você já fez por mim, pequena (porque eu e Carolina temos o carinhoso hábito de nos tratarmos assim – pequena)… Tantas coisas e sei que entre elas, quando eu ficar bem mais velha e for falar de você, nunca vou me esquecer quem me levou para o Canindé pela primeira vez.
Em quinze minutos eu já tava pulando com a Leões da Fabulosa, eu tava cantando junto… O cigarro a céu aberto, o frio da porra. A Cíntia ficou menos palmeirense desde aquele dia… Pra depois ficar mais Lusa ainda no dia em que fez um teatro com direito a choro e tudo só pra não perder o último tempo mesmo que não quisessem vender mais ingresso. Deu certo. E de novo a gente sentou junto e fumou junto e torceu. Não ganhamos, mas a gente tava lá. E estar lá meio que basta.
Só sei que “Voltaremos, voltaremos… Voltaremos outra vez! Voltaremos pra primeira, melhor que em 96!”
19 de August de 2011 às 13:50Baita relato, Carolina. A Portuguesa não precisa de esmola e compaixão de outras torcidas. A sua própria já sustenta esse tesão em acompanhar o time, coisa rara entre os clubes “grandes”.
19 de August de 2011 às 14:02Lindas e sinceras palavras. Finalmente um pouco de qualidade nesse blog canastrão! hehehe Mas falando sério, vou adotar essa frase: “o futebol é responsável pelo primeiro pescotapa que o mundo nos dá”. Grande verdade, pelo menos pra mim.
19 de August de 2011 às 14:03Lindo, pra dizer o mínimo! Futebol é isso, dentre outras tantas coisas. Você é das que melhor escrevem sobre isso.
19 de August de 2011 às 14:04Carolina, seu texto está espetacular. Cheguei até aqui por uma indicação no twitter do Fernando Graziani. Inclusive, eu também estava lá, com ele, no estádio do Restelo, assistindo àquela inesquecível partida do Belenenses. Até hoje comentamos isso. Como um simples jogo, entre dois times que na época estavam na zona do rebaixamento do campeonato português, chamou tanta a nossa atenção. Sensações indescritíveis. Sensações que já sinto desde moleque, quando comecei a ir aos jogos do Ferroviário Atlético Clube aqui no Ceará, ainda na década de 80. O Ferrão, ou Ferrim, como gostam os mais antigos, é o meu único time da vida, a minha única paixão futebolística. Um time romântico como a sua Portuguesa, uma das principais expressões esportivas de raízes operárias do país e que hoje segue lutando bravamente contra os desmandos desse, cada vez mais, injusto futebol brasileiro. Ver um jogo do Ferroviário no estádio Elzir Cabral, na Barra do Ceará, ou mesmo no simpático estádio Presidente Vargas, é algo único, que nunca torcedor de qualquer outro time do estado irá um dia sentir. Sem dúvida, deve ser como ver uma apresentação da Lusa no Canindé. Tenho grande apreciação pela história da Portuguesa e, como bom torcedor do Ferroviário, sonho um dia estar em São Paulo e poder visitá-los. Certamente, me sentirei como se estivesse em casa. Afinal, tudo o que você falou, comentando um dia típico de jogo, eu sei bem como é que é. Parabéns!!!
19 de August de 2011 às 14:11Pra falar a verdade, eu não levo muito a sério torcedores de times “grandes”. Torcer pra esses times é simplesmente se enquadrar no sistema e ter uma experiência sem raízes, de sofá. Vejo as pessoas discutindo a quantidade de títulos que cada clube tem e sempre penso comigo que esse povo não entende o verdadeiros significado do futebol.
19 de August de 2011 às 14:50Foda-se quantas libertadores tem seu time. O importante é a paixão e a relação que se tem com ele. É sair rouco e puto do estádio, mas na semana seguinte estar ali de novo, no mesmo lugar de sempre, mesmo que seja pra sofrer tudo novamente.
Eu torço para o Botafogo de Ribeirão e aqui até a mídia local faz um grande esforço para acabar com a torcida dos times daqui, dando espaço demasiado para os clubes da capital. Quando declaro para desconhecidos que torço para o Bota, invariavelmente tenho que ouvir a infame pergunta na sequencia: “E time grande, pra qual você torce?”. Eu torço pro Botafogo. Já é mais que suficiente.
Muito bacana o texto, deu pra sentir o amor pelo futebol, pela torcida, pelo time. Parabéns!
19 de August de 2011 às 15:04P.S. Se vc “sofre” com isso que é paulista e torce para um time paulista, imagina pra quem é do nordeste. Muitos times e torcidas principalmente nordestinas sofre com isso.
Já esvrevi no blog que o Randall escreve e vou repetir aqui. Portuguesa tem torcedores de verdade.
19 de August de 2011 às 15:11“despretencioso”
19 de August de 2011 às 15:35O melhor texto sobre futebol jamais escrito.
19 de August de 2011 às 15:37Muito bom o texto. Fiquei feliz de ler algo do tipo, pois me identifiquei com a autora, apesar de nunca ter trocado de time e de torcer para um gigante, gosto e respeito muito os pequenos, afinal sem eles o futebol não teria nem a mesma graça e nem o mesmo charme. Sou corinthiano desde pequeno e serei corinthiano até a morte, mas gosto bastante da Lusa, estou na torcida para que ela volte para a Série A o quanto antes.
19 de August de 2011 às 15:41Muito bom o texto. Deu saudades do Fluminense jogando nas Laranjeiras, aquele clima família que acontecia tempos atrás.
19 de August de 2011 às 15:43Bacana, gosto da portuguesa de SP, um pouco pelas cores (hehehe), mas também pela tradição de se manter sempre lutando com poucos recursos.
“Sandoval: Você percebe, Benjamin? O cara pode mudar tudo: de cara, de casa, de família, de noiva, de religião, de Deus. Mas uma coisa você não pode mudar… Benjamin: Não pode mudar… de paixão”
Sobre esse assunto, é só nisso que eu acredito.
19 de August de 2011 às 15:56Texto perfeito! Traduz o sentimento de quem vive de paixão e não do que a mídia exige. Sou torcedor do Brasil de Pelotas, que tem torcida extremamente apaixonada e é comparável à Lusa quando o assunto é status de torcedor. Aliás, creio que haja um certo preconceito clubístico: se a gente não torce pra um time do mainstream, não se é levado a sério.
19 de August de 2011 às 16:04E são poucos os que conseguem perceber a maravilha que é torcer pra um clube que só entra no noticiário pelo pitoresco.
A ultima vez que fui ao Morumbi ver o SPFC jogar, foi na final da Libertadores de 1994, na qual perdemos para o Velez da Argentina. De lá para cá não deixei de gostar de futebol, mas o meu tesão pelo SPFC foi diminuindo, e hoje vendo essa industria de jogadores que só sonham em ir embora para a Europa (não os recriminos, estão na deles) deixei de ter um clube para torcer. Meu filho tem 8 anos e não gosta de futebol, e nunca fomos a um estádio ver um jogo. Agora, quem sabe eu o levo em um jogo da Portuguesa, e nesse ambiente descrito por voçês, el não ficque cativado a ser mais um torcedor da LUSA, e o meu entisiasmo em ir a um estádio de futebol, volte como nos meus tempos de moleque.
Boa tarde e abraço a todos.
19 de August de 2011 às 16:08Como boa São Paulina q sou e vizinha do Canindé! Fui em 2008 assistir um SPFC X Portuguesa! Estádio LOTADO de são paulinos e poucos portugueses raivosos pq estavam sendo tratados como visitantes em sua própria casa!
19 de August de 2011 às 16:09SPFC começou ganhando, mas logo em seguida foi gol da Portuguesa, e seguiu assim até os ultimos minutos de jogo, um gol lá e um gol cá! Cada vez q a Portuguesa fazia um gol, os pouco mais de 300 torcedores, gritavam pulavam, urravam como se fossem os mocinhos injustiçados vencendo sobre os vilões q roubaram sua moradia… E quando eu falo torcedores, não eram só os q estavam na arquibancada… os gandulas, os funcionários do canindé, e até alguns policiais tbm faziam parte do pacote! Até q no ultimo minuto de jogo o SPFC fez um gol, O GOL, a vitória! O Canindé lotado, gritou, pulou, berrou chorou… Murucy batia nas veias do braço e gritava “Aqui é trabalho, meu fio”… Esse dia foi inesquecível pra mim por um unico detalhe: a paixão! De um lado a torcida da Lusa, pequena, mas barulhenta e acima de tudo extremamente apaixonada. E de outro a do SPFC, sempre tão cheia de si, sempre tão “vencedora”… mas especialmente nesse dia ela tbm estava APAIXONADA! Não sei se foi a paixão da Lusa q contagiou o ambiente, mas te confesso q fiquei com inveja! Inveja pq eu sabia q seria a unica fez q veria a torcida do SPFC daquele jeito, tão apaixonado!
Adorei a coluna, torço pro Brasil de Pelotas e me identifiquei demais. Quem sabe um dia assisto um jogo da Lusa no Canindé… lendo o texto fiquei com vontade! Saudações!
19 de August de 2011 às 16:09Ó, eu entendo vc aí me julgando por ter mudado de time.
Mas a certeza que eu tenho é que meu lugar é na arquibancada da Lusa.
Se eu me empolguei com o SPFC e o Raí quando era criancinha, me desculpo, errei.
Mas querendo me chicotear por isso, chicoteia.
Mas não me separa da Lusa.
\o/
19 de August de 2011 às 16:13Texto fenomenal. Me identifiquei um pouco, porque sou são-paulina roxa, descendente do meu pai. Eu, minha irmã e meus dois irmãos. E, assim como você, acostumada a títulos e glórias (do passado), tenho me irritado profundamente com meu time. Comigo, não tem aquela história de “nunca vou te abandonar”, de que os gambás se orgulham tanto. Mas ainda não consegui me desligar do tricolor. E para falar a verdade, quando isso está prestes a acontecer, tendo mais para o Santos e não para a Portuguesa (com a qual, claro, também simpatizo). Parabéns pelo texto que, como disse o Flavio Gomes (que tem um texto invejável, por sinal), é o melhor já escrito sobre futebol.
19 de August de 2011 às 16:34No dia que eu conseguir escrever um texto tão legal como esse, juro que viro torcedor da Lusa.
19 de August de 2011 às 16:49Aliás, já virei!!!! Dá-lhe LUSA!!!!!
Carolina, muito obrigado pelo texto. Valeu a semana.
Parábens.
bem bacana teu texto, sobre a lusa.leio sempre tua coluna http://marketingnacozinha.com.br/. beijos. quem sabe a gente se esbarra na imensidão do canindé um dia desses.
19 de August de 2011 às 16:57Credo.
Começou ruim (SPFC), terminou pior (APD)…
19 de August de 2011 às 17:16carolina meus parabéns por saber filtrar; o sentimento do torcedor luso que por sinal durantes anos a fio foi sempre esbugalhado seus esquadroes por uma federação mesquinha; juízes tendenciosos; vide recentemente sr; castrilli um arbitro escolhido a dedo que veio da argentina para tirar as chances de minha querida lusa em um jogo contra o corinthians; inventando penalts inexistentes contra a lusa ceifando e tirando dos jogadores lusos que se esforçavam para ir a uma final de campeonato daquele ano e sem falar que a nossa própria imprensa paulista sempre a tratou como coadjuvante sem valorizar nossas cores rubro-verdes; amiga eu te falo uma coisa só peço que a nossa torcida nunca perca essa simplicidade e hospitalidade dignas que a muitos os outro times já perderam. uma ultima coisa que eu sempre falo pros meus amigos que é o seguinte: torcer para a lusa é ser um ponto rubro-verde que reluz na multidão. um grande abraço de um fiel rubro-verde. @eduelias1963
19 de August de 2011 às 17:46Parabéns Carolina. Sou gaúcho e aqui, no Sul, existe uma pressão muito forte, sobretudo por parte da grande mídia, para que se torça para um dos times da capital (dupla gre-nal). Acontece que sou XAVANTE e só XAVANTE. Muito do que descreves se assemelha ao nosso sentimento por este time, o Brasil de Pelotas. Clube que já esteve entre os grandes do futebol brasileiro, na década de 1980, mas que, hoje, amarga a Segundona Gaúcha, após o acidente que vitimou um dos nossos maiores ídolos, Claudio Milar. Neste domingo temos um jogo contra o Caxias, outro time do estado, pela Série C do Campeonato Brasileiro. De Pelotas à Caxias são aproximadamente de 5 horas de estrada e já são mais de 10 ônibus confirmados. Essa paixão que descreves faz parte do cotidiano dos torcedores xavantes. Nossa maior conquista é seguir mantendo viva essa paixão e passá-la adiante aos nossos filhos e netos. Porque, para nós, o Xavante não é apenas um clube de futebol é a nossa religião. Saudações rubro-negras e força à Lusa! Seguimos firmes e fortes em defesa do verdadeiro futebol. Raça, amor e PAIXÃO!
19 de August de 2011 às 18:08Amiga, belo texto. Cheguei via indicação do Flávio Gomes. Te digo o seguinte: sou corintiano roxo, mas há tempos não tenho o mesmo tesão pelo jogo. Se vc quer saber a verdade, prefiro ouvir o jogo pelo rádio do que assistir: pelo menos tem emoção (Salve Estadão ESPN). Moro muito perto do Pacaembú, pago o sócio torcedor, e neste ano não fui nenhuma vez ver o Corinthians. No sagrado domingo, ligo meu PS3 e o rádio para curtir alguma emoção. Enfim, divago.
O que eu queria dizer mesmo é que este ano fui algumas vezes à “Jóia”, Estádio Palma Travassos, casa do centenário Comercial Futebol Clube de Ribeirão Preto. Sou ribeirãopretano, morava a poucas quadras da jóia e passei a minha infância pór lá. Todos os domingos iámos eu e meu irmão com meu pai assistir aos clássicos com a XV de Jaú, Batatais, Rio Preto, Ferroviária, tantos… E lá topavam os mesmos figuras, os amigos da escola, o povo do alambrado e o churrasquinho de gato com tubaína. O Comercial disputou até o final o acesso para a Primeira Divisão do Paulista, e conseguimos. Nascido em 84, em toda a minha vida nunca vi o Bafo na Primeira (caiu em 86), contando até com o acesso que conseguimos em 93 e a FPF nos tirou na canetada. Enfim, divago novamente.
Ter voltado à Jóia, a assistir a um jogo de futebol com os amigos, sem insegurança, bunda no cimento, foi uma experiência maravilhosa. Entendo plenamente sua sensação. Isso sim é que é futebol de paixão, de amor, sem torcida comprada, sem salários trilionários, sem a babação de ovo de narradores e comentaristas. Apenas 22 camisas, uma bola e muita paixão.
Avante Bafo!
19 de August de 2011 às 18:12Sou torcedor do Santos, mas sempre gostei de ir ao Canindé ver o meu time enfrentar a Portuguesa. O mais divertido era ver aqueles senhores, torcedores da Lusa desde sempre, provocando a torcida adversária com seu jeito peculiar, engraçado e sem maldade.
19 de August de 2011 às 18:36Hoje em dia o futebol está cheio de frescurites e sinto falta da geral da Vila Belmiro e seus torcedores engraçados e peculiares, como os da Lusa, que foram “expulsos” de seu habitat graças aos insossos e segregacionistas setores VIP, Visa.
Parabéns pelo texto… sou do sul e não sou gaúcho, sim, existe sul antes do RS amado, boa escolha, sou gremista (atualmente sofredor) e tenho o “Bugre” como 1º opção e um carinho especial pela Lusa, que nos brindou o “Denner”.
19 de August de 2011 às 18:40Gente, tô lendo vcs e adorando as histórias, continuem!!!!!!
\o/
19 de August de 2011 às 18:43Eu sempre achei a atitude de trocar de time, repugnante. Pra mim, um time é do começo ao fim da vida.
Mas lendo o texto, te absolvi. Claro que isso não quer dizer merda nenhum, porque o poder que eu tenho pra isso, ou até mesmo pra julgar, é zero.
Porém o ato de reconhecer um erro (e pra mim, torcer pro SPFW é um erro) é nobre. O ser humano tem sempre a chance de voltar atrás. A única coisa que não tem volta, é a morte.
Claro, se você tivesse seguido o time do seu pai, você seria bem mais feliz. Mas te admiro por não ir pela modinha, quer dizer, por se arrepender de ter seguido a modinha.
Parabéns!
19 de August de 2011 às 19:01“Foda-se quantas libertadores tem seu time. O importante é a paixão e a relação que se tem com ele. É sair rouco e puto do estádio, mas na semana seguinte estar ali de novo, no mesmo lugar de sempre, mesmo que seja pra sofrer tudo novamente.”
É o que eu penso… rs.
19 de August de 2011 às 19:01Carolina….
Me emocionei e não é mimimi, cresci dentro do Canidé, sou apaixonado por tudo lá, esse tudo que tão bem vc descreveu, esse ar, de amor ao futebol, Mundial ? que se foda eu quero estar no canidé, as vezes, dar risada, ver amigos, passar um tempo a sós com meu pai, esquecer do mundo, quase engasgar com o tremoço, e esconder secretamente o prazer q eu tenho de ir ao canidé, dos meus amigos, por q é muito bom fazer isso e não tem q mudar.
Obrigado equipe do esporte fino, por terem chamado a Carolina pra escrever sobre uma das minhas paixões.
Portuguesa de Desportos Eu te amo.
19 de August de 2011 às 19:12Time não é igual namorado que vc troca e faz juras de amor pelo novo. Se houver reencarnação, talvez você nasça homem, entenda o que é futebol, e saiba o que é amar um clube.
19 de August de 2011 às 19:19Carolina, antes de tudo, excelente texto.
Vejo muito de mim aqui, é quase um remake da minha vida futebolística, trocando a Portuguesa pelo Juventus, bolinho de bacalhau por cannoli e sem cigarro.
Também era sãopaulino, geração Telê Santana, porém jamais fui fanático.
Ia esporadicamente ao Morumbi, vi vários jogos importantes, inclusive acompanhai in loco todos os jogos das Libertadores 2004 e 2005. Mesmo assim, não me empolgava, ao menos não como eu achava que deveria ser.
Certo dia, um grande amigo goiano convidou-me para ir a um jogo na Javari. “Obrigatório para quem gosta de futebol”, disse. Seria a primeira vez dele lá e a minha também. Logo de cara, apaixonei-me por aquilo. Era algo completamente diferente de tudo que já havia visto no futebol. Uma torcida extremamente apaixonada e participativa, independente de estar ganhando ou apanhando de 6×0, se é contra o Corinthians ou o Votoraty. Além disso, todo o clima do estádio, o cannoli, os trapos, os idosos italianos contando historias, o placar manual, aquele ar de 1940 em tudo.
Comecei a freqüentar todos os jogos do Juventus. Quando chegou o embate contra o SPFC, eu já gritava pelos grenás e xingava os tricolores. Estava contaminado e nem tentei resistir. Amigos estranharam a mudança, sacanearam, falam que não é time, blablabla. Eu mando se foderem e fico feliz pelo simples fato de fazer parte de algo maior.
Quando se torce por um time pequeno, você é parte dele. Na Javari não existe a frieza que há em um Morumbi, jogadores a 50 metros do torcedor mais próximo. Lá, o jogador está a menos de 1 metro, ouve tudo, entende tudo, sente tudo. Depois do jogo, vão ao bar ao lado do estádio conversar com os torcedores. Se perderem, sabem que vão ouvir ate não poder mais, mas tambem sabem que aqueles mesmos caras estarão lá no próximo jogo, dando seus pulmões e sangue por aquela camisa grená. Por que o time vence? Não, simplesmente porque ele existe. E isso é maior do que qualquer título.
19 de August de 2011 às 19:23Parabéns pelo excelente texto!!!
19 de August de 2011 às 19:31Abraço de um Lusitano que não perde um jogo e terminou de ler seu texto com os olhos aguados.
Cheguei aqui através do xavante Eduardo. Conheço bem, e muito, as conversas sobre torcedores de times fora do mainstream mas que tem torcidas invejáveis. Fui ao Canindé recentemente, para assistir Palmeiras X Grêmio, e o estádio realmente tem um quê de família. Bem legal.
Independente da tua mudança de clube, ser torcedor é algo indescritível. Pude me tornar um, de ir ao estádio, no sofrimento do CSA, em Alagoas. E não há nada tão bom que dar a volta por cima.
Parabéns pelo texto.
19 de August de 2011 às 19:38Carolina
Eu como torcedor fanático da lusa, digo para todos, que ir ao canindé assistir ao jogos é diferente, e olha que eu já fui há vários, vários estadios mesmo, por esse Brasil, lá ainda tem o ar familiar.
19 de August de 2011 às 19:59Lá você ainda vê familias inteiras, crianças, mulheres, senhores, senhoras, etc…, antes dos jogos, agente se reune para saborear um bacalhau, bolinhos de bacalhau, alheiras, etc… .
Além de ter uma localização privilegiada, tendo fácil acesso pelas marginais, fica próximo ao metrô.
Bom como eu disse, sou suspeito, e concordo com tudo que você disse.
Parabéns!
Adorei o texto!!! E tb gosto de tudo o que o pessoal do blog gosta, e do que não,também!!! Pricipalmente a rua Javari, com as esfihas antes e a pizza depois !!!!
19 de August de 2011 às 20:11Carolina, sensacional! Eu cheguei a seu texto através do blog do Flavio Gomes (assim como já tinha lido o que você escreveu na coluna text-writer do Grande Prêmio_e foi, na minha modesta opinião, a melhor daquelas colunas). Bem, houve identificação imediata com o que você escreveu acima, porque sou mineiro de BH, torcedor do Atlético Mineiro e, combinemos, passamos por agruras e alegrias semelhantes. Em 2007, ganhamos um campeonato mineiro sobre o favoritíssimo Cruzeiro de então, e escrevi um texto com tônica semelhante a esse seu_muito embora, sem um milhonésimo do brilhantismo. Será que posso cometer a ousadia de te enviar? Existe algum e-mail através do qual posso fazer isso? Ah, não sou jornalista: sou dentista metido a escrever de vez em quando… Abraço e obrigado pelas leituras!
19 de August de 2011 às 20:31Carolina, teu texto não é só para os torcedores da Portuguesa, pois li ele e me emocionei. Não torço para a lusa e nem sou paulista ou paulistano. Sou torcedor de um time do interior do Rio Grande do Sul, massacrado pela falta de títulos, recursos e pela mídia local que só conhece dois times no meu estado. Quando vc citava lusa, eu lia o nome do meu time (Brasil de Pelotas), pois a mesma perfumaria e encanto ao descreveres os prazer de ir e torcer pelo sue time, encontro aqui na baixada (forma carinhosa de chamar o nosso estádio).
19 de August de 2011 às 20:35Tô amando demais vcs.
Até quem me odeia.
Pro moço que pediu meu e-mail: carolinaninhafilha@gmail.com
Bjos proceis todos. Continuem comentando que eu continuo lendo.
19 de August de 2011 às 22:09Sou palmeirense, mas confesso: esse texto é muito bom.
19 de August de 2011 às 22:18Parabéns.
Parabéns Carolina, ótimo texto! sou lusitano, e vc descreveu perfeitamente como é ir ao templo do futebol (canindé)… seja na derrota ou na vitória, o amor a lusa é mto maior q todas essas merdas q vemos hj em dia no futebol. Apesar do empate hj, sábado q vem estaremos na bancada, apoiando, nos emocionando e nos divertindo com mais um espetáculo da LUSA!!!
19 de August de 2011 às 23:21VAI LUSA VENENO!!!!!!!
Depoimento ao Fórum Xavante que aqui “copio e colo” que acredito ter muito a ver de como se formam amantes VERDADEIROS de um time de futebol. Lá vai …
19 de August de 2011 às 23:32Olha, vai parecer que estou querendo elogios também mas, criar dois xavatinhos em plena Santa Catarina também é tarefa de que me orgulho muito. Tá bem que não tem a pressão da duplinha do mal de Porto Alegre, em se tratando de gaúchis, mas na escola no meu filho só tem flamenguista, vascaíno, corinthiano, etc. e olha que os cara metem mídia nessas bostas.
O Joaquim, meu guride 7 anos, já tem nojo dessa gente. E olha que nem gosta tanto de futebol … mas é XAVANTE. Volta e meia meto um boné, uma camiseta nele e ele vai bem bobo pra escola. Dia dos pais teve uma festa lá e adivinha quem eram os únicos com o manto sagrado? Daí rolavam as perguntas: que time é esse? Flamengo, Atlético Paranaense? E o piá enchia a boca pra dizer XAVANTE!
Sei que criança vai muito pelo pai e pela mãe mas, a assinatura do DNA apareceu espontaneamente quando escutávamos o jogo contra a Chapecoense pela série C desse ano. Estamos numa batalha pra ele parar de roer as unhas. Lá pelas tantas minha esposa larga: “Joaquim para de roer ‘os dedos’!” E ele: Pô mãe tô nervoso, os cara tão em cima!”.
Bueno, não precisa dizer que só de escrever aqui os meus “óio” se enchem de lágrimas.
Mais um xavante sendo forjado! Mesmo 800km longe do Bento Freitas.
Muito lindo seu texto. Nunca imaginei que alguém pudesse vindo de fora compreender a alma de ver um jogo da nossa Lusa!!! é isso!! A Lusa é diferente…e é melhor. Ao menos pra mim.. e sempre será.
19 de August de 2011 às 23:59Por muitos motivos gosto da lusa, não com esse amor incondicional que você sente e que tão bem demonstra, mas que eu entendo perfeitamente.
E eu não acredito que a lusa não suba
20 de August de 2011 às 01:09TEXTO DO CARALHO!
resume perfeitamente o sentimento do torcedor lusitano…
nenhuma torcida vai saber o que é ver um cara com a camisa do seu time e abraça-lo como se fosse um velho parente……isso é para poucos…..
20 de August de 2011 às 03:47Carolina,
Que coisa boa ler esse texto lindo no meio da madrugada. E um viva, porque está repercutindo.
É emocionante torcer para a Portuguesa. Parabéns pela escolha. Futebol pode ser business, comércio, altas audiências, marketing e negociatas. Futebol também pode ser cultura, paixão, história, perfume, poesia e um pacote generoso de tremoços. Sorte nossa que fizemos a escolha certa. (eu só tenho saudade do tempo que podia arremessar tremoços no juiz ladrão e o clube não era punido…hehehe…)
Saudações Rubroverdes até sempre.
Rogerio Santos
20 de August de 2011 às 03:47Torcedor que muda de time não merece respeito. A galera esta elogiando por que é a Portuguesa, um clube simpatico.
Imagina se voce trocasse a Lusa pelo São Paulo… descrevendo as ”magias do Morumbi” o estadio feito com ”suor de São Paulinos” bla, bla, bla.
Tava todo mundo aqui metendo pau.
Enfim.
20 de August de 2011 às 04:40Ridículo, vc mudou de time, o maior pecado que um torcedor pode cometer.
20 de August de 2011 às 11:12Outra coisa, hoje em dia tornou-se “cool” torcer para times pequenos, tipo a lusa e o juventus.
Mais uma vez, ridículo
Carolina, seu texto é incrível, maravilhoso, fenomenal… Representa a alma dos torcedores da Portuguesa e também de outros poucos clubes do Brasil. Sou um apaixonado pelo Futebol e pela Portuguesa e sem dúvida que você me deixou muito feliz hoje lendo seu texto e diria mais, me fez abrir os olhos e imaginar que esse sentimento passado por você poderia ser usado para atrair novos simpatizantes e torcedores para o clube. Fantástico!
Aos que comentaram seu texto, gostaria de dizer:
Cintia, venha mais vezes ao Canindé com sua amiga.
Neto Brucutu, vá ao Canindé, verá que torcida apaixonada é essa da Portuguesa. Leve seu filho com segurança ao jogo e o Canindé permite isso. Aproveite e coma com ele antes do jogo um bacalhau, uma alheira, um bolinho de bacalhau… Você irá voltar, tenho certeza!
Roberto Araújo, tenha certeza que será bem vindo.
Aos demais, convido a frequentarem o Canindé nos jogos da Lusa. Sentirão algo diferente, algo que poucos já sentiram e irão se apaixonar, inclusive posso descrever uma breve passagem de um amigo meu quando foi comigo em um jogo em 98. Não me lembro o jogo exatamente, mas tenho certeza de que ele se lembra. Um outro amigo (corintiano) perguntou com desdém depois desse jogo que fomos se ele preferia ver um jogo da Lusa ou do Corinthians (eles tinham ido juntos meses atrás no Pacaembu). Ele sem pensar respondeu: “Portuguesa, sem dúvida”. Meu amigo corintiano indignado ainda perguntou: “Como assim? A torcida do Corinthians é um espetáculo, estádio lotado, algo único. Como você prefere o jogo da Lusa?”. Lembro até hoje ele respondendo: “Não sei, é algo que só dá para explicar sentindo…”.
Sendo assim convido todos vocês a sentirem essa sensação maravilhosa e única!
Mais uma vez Carolina, obrigado pelo seu texto, fez meu dia mais feliz…
20 de August de 2011 às 14:13Sabe aquela música Carolina do seu Jorge…???então quem pediu essa música foi a torcida da Lusa pra você…rss……
Obrigado por entender e até explicar, a nós apaixonados lusos, esse sentimento de amor,de prazer,de sentir-se em casa e ter “alguem” para amar…mesmo sem título, sem multidões,sem mídia…..afinal quando a gente ama……deve-se amar pelo que vale o seu amado…não pelo que ele tem…….espero ler um texto teu dizendo a emoção da nossa ascenção á serie A…e do prazer de lá, permanecer……..abçs lusos…..
20 de August de 2011 às 15:49Muito legal seu texto, alguém colocou no Fórum Xavante (fórum de discussão de torcedores do nosso time – Brasil de Pelotas) e cheguei até aqui. Estarei em São Paulo daqui a 2 semanas e já coloquei na agenda VER UM JOGO DA LUSA NO CANINDÉ! rsrs abraços
20 de August de 2011 às 17:41Fazia tempo que eu não lia alguma coisa tão sentimental como essa. Torcer para a Portuguesa é isso, é mais que um mero prazer, é loucura…TE AMO PORTUGUESA e te amo tbm Carolina, vc falando é linda
20 de August de 2011 às 17:41O lance de ser time “badalado” é um tanto quanto clichê … cada um pode e torce para o time que quiser, troca de time, enfim, cada um cada um !
21 de August de 2011 às 01:28Seja um “time grande” ou “time pequeno” … é a vida … pois é o time que escolhe o torcedor e não o contrário !
Sou joseense, possuo um carinho especial pelo pequeno São José mas sou torcedor do Santos de coração.
Minha infância se passou entre o concreto da Vila e a seca do peixão. Minha vida é marcada pelo “quase lá” da nossa águia do vale.
Portanto, entendo como se sente. Entendo, mas não concordo. Porque se não pudesse ir ao bar passar horas xingando sãopaulinos, palmeirenses e corinthianos o futebol seria apenas mais um esporte.
21 de August de 2011 às 01:45Que delícia de texto Carolina…Parabéns.
“torcedores com um olho no jogo e outro nos filhos: amor”
ou
“torcedores com um olho no jogo e outro no pai. (pois uma hora, o coração pode aprontar)
21 de August de 2011 às 12:00E viva a Lusa do Canindé!! Aqui em casa são dois torcedores apaixonados e em Outubro chega mais um. Somos poucos, mas somos apaixonados e valentes!!
21 de August de 2011 às 12:42Parabens pelo texto, é de emocionar !!!!
21 de August de 2011 às 14:17É, Carolina, tem algo mais naquelas arquibancadas que nos prende lá. Talvez seja o “um olho no juiz e o outro nos filhos” ou o “xingar e rir”. Quem se sente melhor em estar em maior número, que vire chinês. Somos os melhores para nós porque somos como gostamos. bj
21 de August de 2011 às 18:27Carolina,
Estou até emocionado. Você conseguiu transmitir o que sentimos pela Portuguesa.
Parabéns pelo texto.
Vamos subir Lusa!
21 de August de 2011 às 20:05Sensacional!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A PORTUGUESA NOS UNIU NADA VAI NOS SEPARAR!!!
22 de August de 2011 às 05:19Gostei muito, mesmo sendo flamenguista, no rio tem um time que lembra isso. o Bangu. Só nao concordei com a parte de “o cigarro a ceu aberto”… parabens pelo texto e pelo sentimento. mas para de fumar…ok? pra vc poder ir ver mais jogos da portuguesa….
22 de August de 2011 às 11:28Lindo MARAVILHOSO texto, descreve fielmente o que [e ver um jogo no estadio Osvaldo Teixeira Duarte, um homem digno que lutou para levantar um estadio, junto com todo a comunidade Lusa do Brasil, e não como fazem hoje com dinheiro publico.
Parabens vc é D+
22 de August de 2011 às 12:36Carolina,
22 de August de 2011 às 13:19Quer casar comigo?
É isso aí!! ótimo texto!!!
22 de August de 2011 às 13:37Tô na mesma!! Ver o meu Gamão na série D… Mas isso é o bom do futebol!!!
Oi Carolina, boa noite!
22 de August de 2011 às 21:55Que texto maravilhoso! De matar de inveja a qualquer torcedor fanático da Lusa!
Um filme foi sendo revelado à minha frente conforme ia lendo a sua narrativa maravilhosa.
Pequenino, eu torcia para o Santos do Pelé e Cia. Era muito fácil torcer para o Santos naquele tempo. A magia do extraordinário Pelé praticamente arrebatava a juventude da época! Todos nós queríamos jogar pelo menos um milésimo do que ele e imitar as suas jogadas. Cheguei a futebol jogar no “dente de leite” do Palmeiras e Handebol pelo Corinthians. Fazíamos campeonatos de futebol de botão (daqueles feitos com tampas de relógios)e, acho que o destino já começava a me direcionar, meu melhor time de botão era o da Portuguesa, com o Orlando no gol e tudo o mais. E então veio o jogo Santos e Portuguesa pela final do Campeonato Paulista de 1973. Fui ao Morumbi com meu falecido tio Antonio. Com direito a ir no banco da frente da Kombi azul da padaria que ele possuia com meu pai. Quase não conseguimos assistir ao jogo, pois o lugar que conseguimos foi na geral da geral do Morumbi. Mal dava para ver os jogadores. Mas dava para ver uma maravilha: as bandeiras da Leões da Fabulosa tremulando e dominando uma boa parte das arquibancadas. Que saudade dessas bandeiras! A torcida lusitana me mostrou uma alegria pura, singela, verdadeira, louca, de quem parecia estar torcendo pela vitória de sua pátria. Não dava para não se apaixonar. Mudei de time ali mesmo. Nem a magia do Rei em campo superou a mágica torcida verde-encarnada. Assistir aos jogos no Canindé é como levar a família para passear num parque. Certeza de diversão seja qual for o resultado. A torcida é especial, encantadora, a mais fiel do Brasil com toda certeza. Torcer pela Portuguesa é diferente. Você nunca sabe qual a surpresa que o time vai aprontar: uma vitória esmagadora contra um time poderoso, ou uma derrota sem explicações para um time de menor expressão. Mas isso quase não importa para a torcida, onde quase todos se conhecem pelo nome. Nada a surpreende mais. Só de estar em casa, comendo os bolinhos de bacalhau ou tomando um caldo verde, encontrando com os amigos, xingando o juiz, já vale muito a pena. Se Deus quiser e houver aplicação e raça do time, este ano subiremos para nunca mais cair.
Carolina: beijos e parabéns! Ainda nos encontraremos nas arquibancadas do Canindé!
Sobre o pedido de casamento: ok, caso.
Sobre encontrar no Canindé: só marcar.
Seus lindos.
22 de August de 2011 às 22:53Chorei…minha mãe trocou fraldas minhas nas arquibancadas do Canindé. Até os 16 anos a família aos domingos chegava cedo, ficavamos no clube, assistiamos o jogo e eu voltava cansado e feliz para casa…perdendo ou ganhando. Agora será a vez da minha filha que completará 2 anos na próxima sexta. Sabado estaremos contra o Icasa.
Fantástico! Parabéns
23 de August de 2011 às 10:27Carolina,
Seu texto como muitos disseram é realmente emocionante. Assistir jogos de times históricos em seu domínio é excepcional mesmo, fui a jogos do Juventus na Javari, XV de Piracicaba no Barão, Ponte no Moisés, Sport na Ilha, Guarani no Brinco, Portuguesa no Canindé, Ferroviária na Fonte Luminosa, Matonense em Matão e pretendo a ir em muitos outros estádios pois gosto de futebol. Lembro que quando mais novo escutava jogos na rádio nova difusora am (A equipe furacão!) do Osasco em sua saga na quarta divisão do Paulista com vários gols do Mendes(q atacante!). Mas mesmo toda essa paixão que nutro por esses jogos, jamais faz esquecer o qto amo meu Tricolor Paulista. As histórias de Chicão e suas “trocentas” suspensões, o célebre jogo de 77. E como esquecer as histórias do maior ponta esquerdo da história brasileira, Canhoteiro? sem falar Roberto Dias nosso coração. E o livro que conta sobre os selecionáveis do São Paulo, Chulapa, Getúlio, Oscar, Waldir, Careca. Temos ainda os menudos do Cilinho..Agora chego na parte do time do Tele pé frio, do Cafú que não acertava cruzamento, do Palhinha aposta de Minas, do 3 gols de Rai no Morumbi, de Muller intimando italiano, de Ronaldão acertando búlgaro de Zetti fechando o gol e do menino Cerezo. Quem lê isso diz: Vivi tudo, longe disso ni mundial de 93 tinha 7 anos. Vivi a época de vacas magras, de Palmeiras e Corinthians fazendo clássicos espetaculares, de surgir os novos meninos da vila. E só depois comemorei meus títulos. Sou são paulino porque tudo de bom que vivi ao lado de meu Avohai que partiu a pouco tempo é ligado por nossa paixão pelo tricolor, pelas histórias que ele me contou, pela alegria q ele falava do São Paulo Futebol Clube. Amo a simplicidade do futebol mas acima de tudo amo meu Tricolor.
23 de August de 2011 às 14:09E é assim que voce adiciona um belo texto à síntese: torcedor da Lusa gosta de futebol, enquanto os demais… de vitórias. Vamos à luta, ó campeões!!! Abraço do Pereira
24 de August de 2011 às 00:26Carolina, o e-mail que você passou aí em cima sempre volta… Será que houve algum problema com digitação ou algo assim? Obrigado!
24 de August de 2011 às 08:23Parabéns Carolina;
Precisamos de mais Carolinas em todo o Brasil,sou XAVANTE desde o meus 5 anos(e olha que faz tempo)e nunca vi uma torcida do interior tão apaixonada pelo seu clube.
24 de August de 2011 às 11:06A pouco tempo conhecemos o pessoal de torcidas organizadas do SANTO ANDRÉ que da mesma forma amarga como nós uma série C,fomos muito bem recebidos em torno de 200 XAVANTES que compareceram no estádio do SANTO ANDRÉ.
Quem sabe um dia não poderemos nos encontrar independente de série para ver dois times com 2 torcidas apaixonadas para uma grande festa, sem brigas e com muita cordialidade como foi em SANTO ANDRÉ, pois o futebol é isto apenas LAZER.
Saudações Rubro Negra.
Titika.
Sensacional Carolina….como torcedor da Lusa desde a nascenca fiquei emocionado com suas palavras e torcer pra Lusa e’ isso mesmo….o time judia da gente e cada vez mais estamos apaixonados….bom, vc ja’ se livrou de um mal que era o SPFC, agora so’ falta se livrar do cigarro….rsrs
24 de August de 2011 às 11:32Um abraco e nos vemos no caninde’!!!
Confirmando meu e-mail: carolinaminhafilha@gmail.com
Bjo!
24 de August de 2011 às 12:53Fantástica Carolina,
24 de August de 2011 às 13:05Impressionante tua paixão pela nossa LUSA.Também sou fanático e torcer para LUSA não é para qualquer um!!!
É que sempre falo:SOMOS POUCOS MAS SOMOS BONS!!!
VAMOS LUSA VENENO!!
Beijo carinhoso linda lusitana.
Marcos
Carolina,
Sou torcedor do América MG, que é muito parecido com a Lusa em todos os aspectos citados no seu belíssimo texto.
Já estamos divulgando suas palavras nas redes sociais, pros torcedores do Coelho.
Em breve estaremos com o nosso querido estádio Independência reformado e pronto pra receber várias “Carols”, que não queiram torcer pra Galinho ou Crugay e que queiram apreciar um dia de futebol, cerveja gelada (ou coca zero), amigos, senhoras e crianças, independente de vencer ou perder, pois o jogo é apenas um detalhe no meio de tanta coisa boa e gostosa!
Parabéns pela escolha e pelo texto.
Força pra Lusa e pro Coelhão de MG!
2 de September de 2011 às 15:39Sou torcedor do América de BH, vou a todos os jogos, inclusive estive em Pelotas na série C de 2009, e fui muito bem tratado pelos Xavantes, e estive duas vezes no Canindé e o tratamento foi dos melhores.
2 de September de 2011 às 16:01Sei o que você sente, América e Lusa são times parecidos.
O que importa não é a vitória ou títulos, o que importa é alegria de ver nosso clube entrar em campo, isso já basta.
Como costumo dizer: América e nada mais.
PARABÉNS! Vc entende agora o que nós americanos (MG)sentimos: felicidade de verdade!
Não leve a mal, mas aqui em SP eu preferi o Juventus! Amanhã tem às 15:00hs na Javari! Quer vir?
2 de September de 2011 às 19:58Se não tivesse bem claro no texto que se fala da Portuguesa (o time mais roubado no Brasil), eu acharia que o texto tratava do meu time, o AMÉRICA (o segundo mais roubado no Brasil). Pelo jeito, o Canindé é o Estádio Independência de São Paulo.
Diga-se de passagem, conheci o Canindé em 2008 ou 2009, AMÉRICA x Barueri pela Série C. O estádio em si já é intrigante.
Grande abraço pra torcida da Lusa.
2 de September de 2011 às 20:12Carolina
2 de September de 2011 às 21:02Que texto incrível. Você conseguiu expressar o sentimento coletivo de uma galera que ama o futebol simplesmente porque ama seu time. Sou torcedor desde criancinha do América de Belo Horizonte na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. O que você sente pela Lusa é muito parecido com o que sinto pelo Coelho. É bacana demais ver a torcida do meu tme, pequena mas mais fanática por seu pavilhão do que as dos times ricos e globais. Longa vida ao América, Lusa e seus semelhantes.
Ei Carolina,
Eu também sou da torcida da Kombi, não da Portuguesa, mas do América… também amo meu estádio Independencia e não troco ele pelo fenomenal Mineirão… Adoro o Bolinho de feijão ou o famoso tropeirão… como vc vê, meu Coelhão tem muito em comum com a tua Lusa.
Parabéns pelo texto, espetacular!
abraço,
2 de September de 2011 às 21:25Juliana
Parabéns pelo excelente texto Carolina. Sou torcedor do América MG e nosso time e nossa torcida é idêntica a de vcs. Tenho certeza que você fez a escolha certo. A Portuguesa é diferente… Somos diferentes de São Paulo Corinthians, Palmeiras, Santos, Atlético e Cruzeiro… somos como se fossemos Big Brothers neste meio. Andamos pela rua com a camisa do nosso time e somos tratados de forma diferente dos demais, sem violência e sim respeito, e admiração por termos escolhido estes times. SOMOS DIFERENTES E NÃO PRETENDEMOS SER IGUAIS A ELES. Como vc mesmo disse
3 de September de 2011 às 00:03Fiquem com os times badalados de vocês, deixa a gente na Kombi, comendo bolinho de bacalhau, brigando pra chegar na Série A, vivendo bem pra caralho!! Abs e sorte para a Lusa subir este ano!!! Pois Coelhão tá mal!!!
Sou torcedor do América MG e vejo identidades significativas entre o América e Portuguesa. Pelo que percebo e relatam, nível da torcida semelhante (Classe média), ambiente familiar, paixão pelo clube e cobrança significativa dos jogadores e diretoria, alegria unica e simplesmente por estar no estádio para ver o nosso amado clube jogar, revelação de grandes jogadores, sempre os times são prejudicados pelas arbitagens (principalmente mineiras no caso do América MG), mais azar que sorte do time. Após a derrota contra o Coritiba por 3 a 1 no primeiro turno da Série A 2011, um torcedor do Coritiba chegou até o pessoal do ônibus da Avacoelhada (uma das Organizadas) e perguntou onde era a rodoviária para voltar a BH, veio do Paraná para assistir ao jogo, convbersou mais um pouco e voltou no ônibus da referida Torcida Organizada, contra o Fluminense, foram 2 torcedoras deles, sem carona, ou cinduçãod e volta. No Independência, já houve até garçom servindo torcedores, o pessoal comprava bolinho de feuijão e pagava no jogo seguinte. Muitos dos americanos nem estão aí para gozaçõpes do tipo Kombi, time complicado, os torcedores de outros times não compreendem nosso amor por um clube como o América. Vejo muitas e muitas semelhanças com a Portuguesa. Temos que viajar 70 km até Sete Lagoas para assitirmos aos jogos do América , pois o governo estadual fez lambança e fechou Mineirão e Indpendência (é do América) ao mesmo tempo.
3 de September de 2011 às 06:41Carolina,
Comentaram o seu texto aqui:
http://globoesporte.globo.com/.....-a-casaca/
Vale apenas conferir.
15 de September de 2011 às 23:57Sensacional o texto! Eu quase fui as lágrimas lendo. Posso te dizer que comigo ocorreu a mesma coisa, só muda o time, pois o meu era o Palmeiras, mas eu senti um orgulho tão forte ao ler o seu texto. A Portuguesa tem algo de mágico, místico e especial.. Quero me casar com uma torcedora lusa e quero que meus filhos e meus netos e bisnetos sejam todos lusitanos.. Parabéns pelo texto.. e espero um dia poder ir ao Canindé e desfrutar de todos essas maravilhas descritas por você!
19 de September de 2011 às 11:11Parei no torço para a Portuguesa.
E pq toda mulher tem essa tendência de torcer/ter torcido pelo SPFW?
13 de October de 2011 às 12:48Parei no TODA MULHER.
BJo
1 de November de 2011 às 16:34