
Se você tem um bom time “da firma” e seus colegas toparem uma vaquinha, talvez seja possível marcar um amistoso contra o Clube do Remo. Saiba que estará enfrentando uma agremiação 42 vezes campeã paraense, dona de uma das torcidas mais fanáticas do país. Dona, também, de uma camisa azul belíssima, que lhe rende o singular apelido de “azulino”.
O tom irônico explica-se: embora seja pouco provável que você e seus colegas consigam enfrentar uma equipe profissional, a verdade é que o Remo vai ficar até o fim do ano sem disputar uma partida oficial sequer. Enquanto o arquirrival Paysandu está nas fileiras da Série C do Brasileiro, o time azulino tropeçou no Campeonato Paraense e, por isso, não conseguiu vaga sequer na Série D, a Quarta Divisão nacional.
A próxima competição oficial do Leão (olha aí outro apelido) será — acreditem — o Paraense de 2010. Para aguentar o tranco até lá, a diretoria teve que formar um elenco basicamente sub-23. O único jeito de azeitar o novo time é fazer amistosos, e a falta de dinheiro faz com que os adversários não sejam de primeira linha.
Trata-se do casamento perfeito entre a má gestão (o Remo está numa pindaíba desgraçada) e o péssimo calendário do futebol brasileiro. Não se trata de premiar a incompetência, mas não é certo ver um clube com tantos torcedores e potencial mercadológico ficar meses no ostracismo.
Transferir a Copa do Brasil para o segundo semestre é uma boa opção, mas isso é tema para uma outra coluna. E muita discussão.
Em tempo: a Série D começou no último domingo, com 39 clubes em busca de quatro vagas na Terceirona de 2010. Por que 39? Bem, seriam 40, mas o Acre não inscreveu seu participante.
Este texto faz parte da coluna “País do Futebol”, publicada todas as terças-feiras no Diário de S. Paulo.


Acho que não é nem questão de transferir a Copa do Brasil de semestre, e sim fazê-la durar o ano todo (coisa que não daria certo com a Libertadores). O Brasil é imenso e com centenas de times, se é “Copa do Brasil”, não podem apenas 64 times disputá-la, com o absurdo dos cinco melhores times do ano anterior não disputando a competição. Faz-se fases regionais, e os “sobreviventes” se juntam aos times das séries A, B e C, por exemplo. Ou primeiro da C, depois B e A.
Com esse espaçamento, não fica esse RIDÍCULO início de campeonato brasileiro, com a metade dos times priorizando outras competições. Além de não “punir” os times que se classificaram pra Libertadores.
Isso tudo explica um pouco porque preferi assistir a Vélez x Huracán do que ver meu time contra o Coritiba. Não gosto de conivência.
7 de July de 2009 às 11:13Meu pai é torcedor do Remo… É até estranho um time com tantas glórias ficar tão pra baixo assim. E mesmo na Serie D ele não entrou. Como você disse, casamento de má administração e um calendário bizarro. E os milhares de torcedores ficam na mão…
Ah, tinha que ser o Acre. Mas eu até entendo… É muito longe sair do Acre pra qualquer outro lugar do Brasil. Até do mundo.
Abraços!
7 de July de 2009 às 11:22Obrigado, André e Dan. Pois é, acho que a Copa do Brasil deveria ser ainda mais abrangente. Algum meio deve haver para que casos como este, do Remo, não se repitam. Os pregadores da objetividade hão de dizer que a culpa é do clube, que só os fortes sobrevivem etc… Mas não é preciso ser tão radical assim.
7 de July de 2009 às 15:28A Copa do Brasil precisa ser reformulada urgentemente.
7 de July de 2009 às 17:12Acre? Que Acre?
7 de July de 2009 às 21:15Acho uma sacanagem comecar a serie d com 39 clubes ,ja q um estado desistiu da disputa pq nao usar um criterio para dar a vaga a outro clube tudo errado no brasil
22 de July de 2009 às 18:06Olha voce provavelmente não seja remista entretanto retratou bem a importância que esta entidade representa para o povo do Pará, mas a verdade é que o futebol do Brasil ainda anda lento no que se refere a administração de clube, muitos dirigentes usam os clubes para obter vantagens em compra e vendas de jogadores principalmente clubes de segundo nível.Lá na frente é o que vemos times enfrequecidos, financeiramente falidos, mas o interessante que o cargo eles não largam , por que ? devo entender que não seja tão ruim administrar um clube falido, veja o flamengo, 200 mil por dia mas ninguém larga o osso. E por aí vai.
23 de August de 2009 às 23:52Moro em Porto Alegre há 20 anos, vim para cá em meados de 80 e pouco, em 2005 acompanhando a distância a campanha do Remo na série C, acabei verificando que ele iria esbarrar pelo sul, acreditei que subiria para a segunda pois tinha uma das boas campanhas como sempre o fez na segunda.Lembro me como se fora hoje estava comendo um churrasco em um domingo na casa do meu sogro e decidi ,vou a NH (Novo Hamburgo) ver o Remo, dar uma força para eles subirem. E la fui , mas não poderia imaginar que aquele dia ficaria eternamente na minha memória e da metade do Pará, acabei entrando em campo comemorando um feito histórico para a nação azulina. O que deixou nos triste contudo foi mais uma vez a PÉSSIMA administração do meu xará , uma pena agora temos que jogar contra times de índios e mamelucos é dose , sabe se lá quando vamos voltar a brilhar. Se depender do torcedor, cada um pode colaborar com 2 a 5 reais mas e dinheiro para onde vai ? É mais fácil sermos uma subsidiária de algum clube mexicano ou europeu para não sucumbirmos de vez.
24 de August de 2009 às 00:00Cadê os empresários paraenses?…….Vocês não se interessam pelo esporte no estado de vces?….uma metrópole não consegue reerguer seus clubes?….Que cidade é essa?……..Tá na hora de mobilizar a torcida e o povo para a virada……..acordem paraenses……….isso é uma vergonha……..O Pará precisa acordar para o esporte…..O Mangueirão é muito belo para ser um elefante branco……..Força Paysandu…………….força Remo.
10 de September de 2009 às 21:36Vá estudar seu jumento, não conhece nem seu país… Acre é um estado brasileiro, ou você mora na Guiana, daí começa a decadência do norte do país desconhece e ainda derespeita seus estados… ainda querem ser de 1ª divisão kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
20 de October de 2009 às 22:17Caro Dan Jaques,
Sou Belemense “vermelha” e remista “roxa”, porém, há de se convir que o seu comentário sobre o Acre foi um tanto… infeliz. Belém é mais longe que o Acre! Como é que o senhor me fala uma asneira dessas!!?! Aff!
Sobre o meu querido time, um time de tantas glórias, é com orgulho – ainda que o sofrimento impere – que lhes digo que minha família é muito remista! Meu bisavô foi um dos fundadores do Clube do Remo e nosso amor não teria como ser por outro time. E ao nosso time falta investimento em profissionais, cartolas de peso e motivação da administração para querer mudar. É mesmo desalentador.
Adoro o “Esporte Fino”. Muito. Informação concisa, objetiva, sem muito nariz de cera e na medida certa. Perfeito para mulheres ocupadas, que precisam ler um livro da pós-graduação e cozinhar ao mesmo tempo. Se a equipe do Esporte Fino quiser, posso dar dicas para vc’s de como fazer isto (risos).
Um abraço e Viva o Remo!
16 de September de 2010 às 16:53