O Juventude está rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro. Com ele, caiu o Fortaleza. O Sport caiu para a Série B e deve ser seguido pelo Náutico, talvez pelo Coritiba. O Santa Cruz não conseguiu sair da Série D. O Remo sequer disputou a quarta divisão. O Paysandu patina na Série C. Portuguesa, Bahia e Ponte Preta seguem na segunda divisão.
Se não são nacionalmente grandes, são times gigantes em suas regiões, com belas histórias para contar no futebol brasileiro, alguns com títulos relevantes, como Bahia e Coritiba. Times que têm grandes torcidas em suas cidades, que levam milhares de torcedores em qualquer jogo de qualquer divisão que estejam.
Ipatinga, Brasiliense, São Caetano e Duque de Caxias se mantiveram na Série B. O Águia de Marabá ameaça ano a ana subir para a segunda divisão. O Atlético-GO conseguiu o acesso para a Série A, que em 2010 terá mais uma vez o Barueri.
São times que não teriam a mínima relevância se não fossem usados para fins políticos. Bancados com dinheiro público, mantidos para interesses de gente que tem como maior objetivo as urnas, e não o futebol. Quase todos são incapazes de levar sequer 2 mil pessoas ao estádio. São visitantes mesmo jogando em casa.
Em certos aspectos – em muitos aspectos – o futebol brasileiro piorou. E muito.


Isso é FATO! Esses times artificiais estragam o futebol!
28 de November de 2009 às 19:07Não gosto desses times artificiais. Mas o que fazer se os times com torcidas permanecem na mãos de incompetentes ou corruptos incapazes de manter ou subir um time de divisão?
A última vaga para segunda divisão será ocupada por um campeão brasileiro, com torcidas e títulos. Isso é triste mas é mais triste ainda, saber que tudo poderia ser diferente se os canalhas se preocupassem com o clube em vez de suas necessidades pessoais.
29 de November de 2009 às 00:08Assino embaixo umas dez vezes. A Série B tem tudo pra ser muito forte, e é frustrante ver um jogo com renda de cinquenta reais, assistido por cinco pessoas, como foi ontem Duque de Caxias x Ponte Preta.
O que for feito dentro de campo e for legal tem que ser aceito, claro, mas que esses times artificiais não fariam nenhuma falta, isso não fariam MESMO.
29 de November de 2009 às 00:43Desculpe pelas palavras, mas eu tenho vontade de vomitar nesses nossos políticos e na nossa politicagem.
29 de November de 2009 às 13:43Mas se a própria CBF está nas mãos de pilantras, digamos que é impossível ficarmos livres desses pilantras infiltrados em times de futebol… Lamentável…
Bom, os times que têm torcidas e boa representatividade regional TAMBÉM são usados para fins politicos por seus dirigentes e são administrados por incompetentes. Não há outra solução. Na Europa muitos times têm donos, o que para o lúdico do futebol tb não deveria ocorrer. Assim, vale realmente o resultado em campo. Nada mais.
29 de November de 2009 às 15:31Caro Rodrigo,
29 de November de 2009 às 21:52Defendo a mesma tese a muitos anos. Parabéns pela coragem de falar o óbvio ululante quando todos na grande imprensa fingem que não vêem o problema, que só se agrava com a ausência do Bahia e dos times de Recife. Não admira as tantas camisas de times ingleses que vejo em todo o Norte e Nordeste. Só tenho dois reparos no seu texto: 1. Morei em Marabá recentemente por quatro anos e o que constatei foi que o Águia, felizmente, não tem nenhum laço tão estreito com nenhum dos “diversos” grupos políticos da região; o que aconteceu foi a decadência dos “grandes” das capitais do Norte (Belém, Manaus e São Luiz) que abriram espaço para times sem dívidas e sem pressões de torcidas como o São Raimundo de Manaus, Águia de Marabá e o Rio Branco do Acre
2. Acho que o Atlético de Goiás é um time bastante trdicional para ser comparado com os demais citados. Abraço.
André, o Atlético-GO é tradicional, sim. Mas, infelizmente, seu recente crescimento, com acessos seguidos e bons desempenhos na Copa do Brasil, só aconteceu graças ao envolvimento de políticos da região. O presidente do clube, por exemplo, é secretário da Fazenda do governo do Distrito Federal. Secretário do governo José Roberto Arruda, que está aí nas manchetes pra quem quiser ler. O time é tradicional do Centro-Oeste, mas seu crescimento é tão artificial quanto o de qualquer outro dos citados.
Quanto ao Águia, não duvido de sua informação, mas, infelizmente, há dinheiro da política local no time, sim. Para citar o exemplo mais claro, Sebastião Ferreira Neto, presidente do clube, foi candidato a vice-prefeito na última eleição. E, durante a campanha, repassou R$ 50 mil ao time, em plena disputa da Série C. E o Águia ficou em quinto lugar e só não subiu porque tinha saldo inferior ao Duque de Caxias, outro dos times biônicos.
29 de November de 2009 às 22:04Esses times artificiais existem pela desorganização, descompromisso, ou por infantilidade dos torcedores de times de massa, que vivem a sonhar com um novo rico em busca de visibilidade,que vai investir no lazer deles todos sem querer nada em troca.
Com a implementação da cultura do sócio torcedor, cartela anual de ingressos, campeonatos bem organizados com pontos corridos, árbitros bem formados, venda da marca do clube, a torcida assumirá sua responsabilidade no lugar do dirigente amador que mesmo apaixonado e rico mas, trapalhão e incompetente muita ds vezes, que chega como único investidor e por tanto, dono da verdade e das decisões, “um salvador da pátria”.
O Presidente de clube não precisa ser milionário, deve ser apenas um bom gerente do dinheiro do torcedor.
Só um market profundo e bem gerenciado poderá provocar um inside em prol do pensamento de que o clube é do torcedor e vai ser sempre ele quem irá decidir de que nivel e de que qualidade ele quer o seu plantel cujo provedor será sempre ele. Chega de “beneméritos”!
30 de November de 2009 às 13:25