15 de May de 2009

O racismo no futebol europeu e uma possível solução

O racismo é um sentimento tão antigo quanto imbecil. Ele acompanha a sociedade desde sempre, provavelmente existirá enquanto houver vida humana, e encontra nos estádios de futebol da Europa um porto seguro, como mostrou o episódio deprimente ocorrido com o nigeriano Maazou, do CSKA Moscou, de Zico, contra o Dínamo de Moscou.

Esse comportamento é fruto da ignorância e, muitas vezes, da irracionalidade de indivíduos, famílias ou mesmo sociedades. E, se pessoas preconceituosas como os torcedores do Dínamo não conseguem ver o absurdo desses sentimentos, quem sabe um pouco de pragmatismo esportivo pode ajudar a mostrar que a mistura de etnias, raças e religiões é boa e frutífera.

Na segunda-feira (18), Alemanha e da Holanda disputarão a final do Campeonato Europeu sub-17. A Alemanha, que joga em casa, derrotou nas semifinais a Itália, com gols de Bienvenue Basala-Mazana e Reinhold Yabo. Na outra chave, a Holanda fez 2 a 1 na Suíça, graças aos tentos de Shabir Isoufi e Luc Castaignos.

Esses quatro atletas que marcaram gols têm como companheiros em suas seleções no Europeu sub-17 Osama Rashid, Oguzhan Özyakup, Mohamed Madmar, Rangelo Janga, Shkodran Mustafi, Abu-Bakarr Kargbo e Yunus Malli. Várias seleções profissionais já possuem jogadores vindos de minorias étnicas e religiosas e filhos de imigrantes. Esse fenômeno não é mais novidade, mas cada vez mais Alemanha, Holanda, Suíça e outros países europeus terão jogadores com essas origens como seus craques, como o filho de argelinos Zinedine Zidane foi para a França por uma década. Quem sabe assim, o futebol possa levar a luz a muitos dos torcedores europeus desprovidos de razão.

Foto do site oficial da Uefa mostra o volante Reinhold Yabo, capitão da Alemanha e jogador do Colônia

          

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2 palpites

  1. Chicao comentou:

    Sempre vai ter um grupinho racista babaca em algum lugar, especialmente no leste europeu. Mas acho que sim, essa tendência que voce falou vai, bem devagarinho, diminuindo o problema. Pelo menos espero.

    17 de May de 2009 às 04:31
  2. José Antonio Lima comentou:

    Vamos ver, Chicão. Eu tenho certeza que o fenômeno do Zidane ajudou a quebrar o preconceito de muita gente. Quem sabe outros garotos filhos de imigrantes virem craques e a a coisa melhore…

    Abração!

    17 de May de 2009 às 22:12

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