Eis que a Portuguesa tratou de dar um tiro no próprio pé, mais uma vez. E o pior, quase que tal tiro foi no sentido literal. Já pensou se um dos seguranças armados que entraram no vestiário nesta terça-feira à noite apertasse o gatilho?
Já escrevi aqui que torcer para a Lusa é um bonito ato de resistência. O problema é quando o próprio clube não se dá ao respeito…
Basta a Lusa entrar em má fase e ser derrotada no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para o vestiário do time virar terra de ninguém. Ou melhor, terra de conselheiros (quase sempre comerciantes endinheirados) valentões que se julgam no direito de levantar a voz contra jogadores e técnicos.
Após a derrota para o Vila Nova, terça-feira, o que se viu foi um certo Antônio José Vaz Pinto, conselheiro conhecido como “Toninho da Divena” entrar no vestiário e xingar todo mundo. O cara estava acompanhado de alguns seguranças – todos armados – o que deixou a situação ainda mais inaceitável.
Ao tentar amenizar o fato, a diretoria disse que tais seguranças são PMs, por isso estavam armados. Bingo! Entregou os caras, já que a Polícia Militar proíbe “bicos” fora do horário de serviço.
Ministério Público e STJD precisam mesmo agir. O querido clube do Canindé deve, sim, ser punido. E tal conselheiro, idem. Se a Lusa quiser entrar de fato no Século XXI e voltar a ser respeitada, precisa proteger seus atletas e funcionários.
René Simões já foi embora. O bom meia Edno também perdeu o clima. De candidata ao acesso, a Lusa virou candidata ao rebaixamento. E a culpa é dela própria. A imensa porção nobre de sua torcida merecia outra sorte.


A exemplo do que acontece no Brasil (vide senado federal), a Lusinha também virou um feudo dos coronéis.
26 de August de 2009 às 17:15Fosse um causo do anos 60 contado a nós por algum avô torcedor da Lusa, seria engraçado. Mas agora, no contexto em que vivemos, é apenas triste e assustador.
26 de August de 2009 às 19:12