Demorou, mas o Brasil finalmente tem um novo Top 50 no circuito mundial de tênis. Com a segunda rodada alcançada no Masters 1000 de Xangai nesta semana, Thomaz Bellucci aparecerá na próxima segunda-feira perto do 45º posto.
O paulista será o 11º brasileiro a entrar nesse seleto grupo. E sua chegada tem alguns ingredientes que a tornam mais saborosa. Primeiro, o sucesso de Thomaz é um golpe em todos que duvidaram de sua capacidade, seja pelos resultados instáveis ou pelas duas cirurgias que fez no joelho antes mesmo de se profissionalizar. Outro ponto é que ele resgata um pouco da auto-estima do tênis nacional, que poucas vezes esteve tão desacreditado.
Tudo indica que Bellucci será, mesmo, o nosso nome principal e talvez solitário nas grandes competições nos próximos anos. Assim como Rubinho já foi na Formula 1 e como Diego Hypolito é na Ginástica (no masculino, claro). Então, é bom irmos nos acostumando às suas muitas peculiaridades…
Do ponto de vista de golpes, Bellucci tem até mais repertório que Meligeni. Mas ninguém deve esperar dele a regularidade do antecessor, que terminou dez temporadas seguidas no Top 100. O paulista tem estilo oposto: mescla muitos resultados fracos com alguns poucos resultados bastante expressivos. Isso porque é demasiadamente agressivo em quadra e um pouquinho de confiança (ou falta dela) pode separar uma vitória tranqüila de uma derrota acachapante. Quando embala, é duro de segurar.
Prestes a completar 22 anos, o paulista já se coloca no nível dos maiores nomes do País depois da geração Guga/Meligeni. Na semana que vem, vai superar o melhor ranking de Ricardo Mello e encostar no de Flávio Saretta (ver tabela abaixo). Além disso, já tem um título de ATP, coisa que Saretta não conseguiu, e muita disposição para continuar evoluindo.
Paciência é a palavra de ordem com Thomaz. Ele vai ganhar, vai perder, vai sair do top 100, vai voltar e ter grandes resultados. É o estilo dele. Irritante, talvez, mas será importantíssimo no futuro próximo do tênis nacional. Acostumemo-nos… Ou passaremos semana louvando seus feitos, semana resmungando de sua incapacidade.
Confira quem foram os outros dez top 50 brasileiros:
(Nome/ melhor ranking)
Gustavo Kuerten, 1
Thomaz Koch, 24
Fernando Meligeni, 25
Luiz Mattar, 29
Marcos Hocevar, 30
Jaime Oncins, 34
Carlos Kirmayr, 36
Flávio Saretta, 44
Cássio Motta, 48
Ricardo Mello, 50


Pode mudar o post ai para : “Qual o papel do novo Top 40 do Brasil?”
1 de November de 2009 às 09:19HEHEHEH