A rodada de ontem do Campeonato Brasileiro foi especialmente notória em termos de erros de arbitragem. Héber Roberto Lopes, no Beira-Rio, e Evandro Rogério Roman, no Canindé, adulteraram os resultados das partidas que apitaram.
Erros como os deles são inerentes ao futebol, mas é impossível se acostumar com tal coisa. E é curioso como as reações são diversas quando um resultado é modificado pelo juiz. Os torcedores, como sempre, são os mais prejudicados. Perdem tempo e dinheiro para acompanhar seu clube e só sobra indignação. Os jogadores e técnicos também sofrem. Revolta é um sentimento normal quando se vê o trabalho de uma semana jogado na lata do lixo.

Agora triste mesmo é a situação do árbitro. Deve ser uma sensação horrível encontrar familiares e amigos tendo assinado um atestado de incompetência em rede nacional no dia anterior. Gilson Bento Coutinho, por exemplo, tem como única função profissional ver se os jogadores estão impedidos ou não, e não consegue fazer isso. Anulou um gol de Dagoberto que qualquer um com o mínimo de conhecimento de futebol perceberia que o são-paulino vinha de trás.
Héber Lopes, no mesmo jogo, não conseguiu distinguir uma falta para expulsão (de Angelo em Richarlyson) de uma simulação. Depois, Angelo iniciou a jogada do primeiro gol do Internacional, e Heber parou de apitar, deixando de dar cartões para jogadores dos dois times.
Pior mesmo só a palhaçada promovida pelo trio de arbitragem comandado por Evandro Roman. Depois de validar um gol de mão, os três se perderam. Mandaram voltar um pênalti defendido regularmente por Bruno e ainda validaram outro gol irregular do Flamengo. Um show de horrores.
Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm








24 de Julho de 2008 às 10:24 am
complicado…
24 de Julho de 2008 às 2:44 pm
Claro que em todo lugar existem erros, mas tem uns erros que, sinceramente, só acontecem aqui. São erros de gente BURRA, de gente sem o mínimo de inteligência e cultura, porque meu, não é difícil colocar na cabeça que não precisa levantar a bandeirinha assim que sai o cruzamento, que é pra esperar ver qual jogador vai finalizar o lance. E nesse caso é ainda mais irritante pq os jogadores do São Paulo que estavam impedidos não demonstraram qualquer vontade de participar do lance.
Sou são paulino, o Inter jogou mais e mereceu vencer, porém, com Dagoberto e Éder Luis e uma vantagem no placar daria ao Sâo Paulo a possibilidade de jogar como contra o Vitória, explorando contra-ataques com os 2 jogadores.
E esse Evandro Roman é aquele ladrão do Campeonato Paranaense, não é? É, temos um bom nível de arbitragem aqui, to desanimando até de ver jogos do meu time, de tão nojento que é o futebol do “país do futebol”.
24 de Julho de 2008 às 3:08 pm
O Richarlyson, depois, não merecia ser expulso, né… É brabo comentar arbitragem quando se defende só um lado, também.
O Inter jogou mais, mas é claro que o gol do Dagoberto poderia ter mudado tudo. Só que isso não justifica o abandono do jogo por parte do São Paulo no resto do primeiro tempo. Só pode reclamar de arbitragem quem faz por merecer uma vitória.
24 de Julho de 2008 às 5:14 pm
Sou São-paulina e admito que meu time não buscou a vitória, já estava com um desempenho fraco antes desta falha esdrúxula da arbitragem.
Como disse a pessoa aí em cima: “Só pode reclamar de arbitragem quem faz por merecer uma vitória.”
24 de Julho de 2008 às 7:15 pm
Chico e Ana, não entendi a lógica comentário de vocês. Por que só pode reclamar da arbitragem quem joga bem?
E Chico, se você reparar, no texto que eu escrevi está lá: depois dos erros “Heber parou de apitar, deixando de dar cartões para jogadores dos dois times”. Não tem nada de defende um lado só.
E erro de arbitragem, salvo casos conhecidos, atinge todos. Nas duas rodadas anteriores o seu Colorado foi roubado vergonhosamente com pênaltis inexistentes, não é verdade?
Abração a todos!
25 de Julho de 2008 às 11:29 am
Entendo Zé… mas acho que qquer time tem q assumir erros e acertos de si, e não focar 100% da culpa no trio dde arbitragem.
Culpar a arbitragem por uma derrota é uma muleta muito comum no futebol, e não exclusividade do São Paulo (p.e. Marcos Aurélio Cunha).
25 de Julho de 2008 às 4:33 pm
Mais ou menos na mesma linha da Ana, Zé. Acho que um time pode, e deve, reclamar de uma arbitragem que prejudique o resultado quando este for imerecido. Ao menos, tento sempre pensar assim. Por exemplo, contra o Atlético-PR, o pênalti marcado foi ridículo, mas o Inter jogou tão mal que o empate foi mais do que merecíamos.
E eu não tinha lido o “dois times”, falha minha. Abraço.