A nova diretoria do Santos soltou ontem uma cartilha com regras de comportamento impostas aos jogadores. Um dos itens promete render polêmica.
Trata-se de texto que aborda a religião. “É proibido usar o clube para manifestação ou propagação de crenças religiosas”.
Pelo que entendi, a cartilha do Santos não proíbe a prática da religião, seja qual for. Orações e rezas seguem livres nos vestiários.
O que está vetado é o uso do clube e da mídia para vender determinadas práticas.
Eu vejo com simpatia tal determinação. É saudável evitar condutas como a de jogadores da seleção brasileira, que não perdem a oportunidade de confundir conquistas esportivas com pregação religiosa, como já bem lembrou o colega Zé Lima.
O “pastor” e volante Roberto Brum, claramente um dos mais atingidos pela cartilha, afirmou que vai acatar a medida sem protestos. “Vou respeitar as regras do clube enquanto estiver aqui. A própria Bíblia diz que devemos ser submissos às nossas autoridades.”
Por outro lado, é preciso ficar atento para que não se inicie uma onda de preconceito e má vontade contra o principal grupo atingido pela nova regra: os evangélicos. A pregação e a divulgação do evangelho está enraizada neste grupo religioso. E é uma bela atitude.
Coerência e bom senso. Se estas qualidades vencerem, todos vão ganhar.


Em todas as religiões existem bons pastores, padres, lideres… Como existem pastores charlatões, padres pedófilos, líderes cascatas… O problema do evangélico é o exagero. Vou a missa, rezo, canto, volto pra casa e fico na minha. Não paro ngm na rua pra dizer a ele tem q vir pra minha religião/igreja pq é boa nisso ou naquilo. Presto contas a Deus e fico na minha. Esse item da cartilha parece ser algo de bom senso. Mas como os evangelicos são exagerados…
7 de January de 2010 às 09:17Muito boa essa atitude do Santos. Embora seja natural que os evangélicos tomem para si a missão de espalhar seus valores – e têm todo o direito para isso -, achava realmente um desrespeito o que estava acontecendo.
Como não tenho nenhuma religião específica, achava um proselitismo ainda mais incômodo o cara fazer um gol ou ganhar um título e mostrar uma camiseta com uma mensagem religiosa.
7 de January de 2010 às 10:19Ponto pro Santos.
7 de January de 2010 às 14:51O Santos mandou bem.
8 de January de 2010 às 00:41Sou evangélica e torço para o Santos, se for feito com bom senso e sem preconceitos, está O.K.
Tem que valer para todos os grupos religiosos e não só para os evangélicos. Se for assim, O.K.
8 de January de 2010 às 10:46Desculpe, irmão Mauro Domingos (chamo assim pois você é cristão) se alguns exageram e vão ao fanatismo, irão prestar contas a Deus,mas quanto a evangelizar, vou Jesus que mandou que fôssemos por todo mundo, mas a pregação só funciona se for acompanhada de boas condutas, senão é melhor deixar quieto.
E o nome do time? Vai continuar sendo Santos?
8 de January de 2010 às 14:38Mas até aonde sei, o Santos não estám proibindo ninguem de ser evangélico, nem católico, budista e etc … tanto que no próprio CT do Santos existem capelas, templos para cara um ter o seu momento. O que estão fazendo é proibindo que os atletas (vide Brum) fazer pregações em coletivas do Santos. Pena para os jornalistas que adoravam as pregações, subidas de mesa, sonhos com Ronaldo, profecias e outras coisas que o Brum adora fazer. Nada contra ele, pois tambem sou envagélico, mas concordo com a Diretoria. Quer pregar ? vai na igreja.
21 de January de 2010 às 15:52