10 de February de 2010

Se todos fossem iguais a Thuram…

Em agosto, no meio do lamaçal em que a estrela principal era o ex-presidente (que drama, amigo!) José Sarney (PMDB-AC), escrevi aqui que, quem sabe, os atletas brasileiros poderiam iniciar um movimento para tentar mudar, o mínimo que fosse, a sociedade brasileira. Era um devaneio.

Naquele post, usei a França como exemplo contrário ao Brasil, e ontem o ex-lateral-direito Liliam Thuram, campeão do mundo em 1998, deu um exemplo de uma postura digna e que contribui para transformar a sociedade em algo melhor.

Como conta a Gazzetta dello Sport, Thuram lançou o livro “Todas as minhas estrelas negras” e bateu forte na sociedade italiana, que ele conhece muito bem após ter jogado no Parma e na Juventus. “O racismo nos estádios representa o racismo da sociedade italiana”, disse o ex-jogador.

Thuram, que é conhecido por enfrentar políticos franceses, entre eles o presidente Nicolas Sarkozy, saiu em defesa do atacante Mario Balotelli, da Internazionale. Em jogo recente contra o Chievo, Balotelli foi hostilizado pela torcida de Verona e respondeu com gestos para os torcedores. O que a Justiça Esportiva italiana fez? Puniu Balotelli. “A coisa mais dramática é que se invertem os papéis e em vez de compreender a ofensa, obrigam Balotelli a pedir desculpas”.

Vozes como a de Thuram são importantes para que ofensas racistas não continuem ocorrendo no esporte sob desculpas como “é coisa do futebol” ou “foi só para provocar”. O esporte é um catalisador de emoções, às vezes horríveis, e outras vezes sublimes, como mostra Invictus. Seria bom se outros percebessem, como já o fez Thuram, que é tarefa de todos fazer com que emoções boas prevaleçam.

Thuram em ação na semifinal da Copa de 1998:

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3 palpites

  1. alan comentou:

    Nessas horas eu sempre me pergunto: E se fosse brasileiro? A resposta que eu tenho me deixa triste sempre.

    10 de February de 2010 às 12:31
  2. Ronan comentou:

    Serve de leitura para alguns jornalistas esportivos que se acham livres de qualquer preconceito, a sociedade brasileira também é racista e homofóbica. Não a torcida do SPFC.

    11 de February de 2010 às 15:20
  3. Edição nº 25 « Opiniões em Campo comentou:

    [...] José Antonio Lima destaca a atitude do ex-jogador Lilian Thuram, que disparou contra o racismo da sociedade italiana recentemente. Clique aqui e leia mais. [...]

    12 de February de 2010 às 14:57

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