Por @maia_otavio
Lá se foi a primeira semana do Australian Open e a principal dúvida do torneio já está respondida.
Depois de uma queda abrupta de rendimento no final da temporada passada, todos queriam saber como Novak Djokovic chegaria ao primeiro Grand Slam do ano.
Com três partidas disputadas, fica fácil cravar a resposta: ninguém, absolutamente ninguém tem condições de tirar o título do sérvio neste ano – a não ser que ele não mantenha o nível que está apresentando.
Isso é evidente e por uma razão muito simples: Nole reencontrou em 2012 o mesmo nível que o levou ao topo do ranking e que fez monstros como Roger Federer e Rafael Nadal parecerem coadjuvantes no ao passado.
Em 2011, quando o sérvio começou a dominar o circuito, era preciso esperar para ver se ele apenas vivia uma grande fase ou se havia evoluído e alcançado um patamar ao qual nenhum outro tenista era capaz de chegar naquele momento.
O tempo mostrou que a segunda opção era a verdadeira: Djokovic aprimorou seu jogo e hoje possui um pacote mais completo e poderoso do que seus principais rivais. Isso inclui arsenal de golpes, preparo físico, velocidade e força mental. Federer e Nadal podem ter mais história, mas hoje têm menos jogo do que o sérvio.
Em três jogos no Aberto da Austrália 2012, Novak jogou perdeu apenas dez games. Ele aplicou três vezes o placar de 6/0, três 6/1, dois 6/2 e o máximo de dificuldade que encontrou foi um 6/3, contra o colombiano kamikase Santiago Giraldo. É como se jogasse contra atletas de categoria inferior. Chega a parecer covardia.
Se nada sair do script, Djokovic se tornará tricampeão em Melbourne no próximo domingo. Será o seu quinto Grand Slam. Assim, vai deixar para trás gente grande, como Guillermo Vilas e Manolo Santana. E vai dar mais um passo para ocupar o papel que merece.
Para ele, ser o melhor do momento é pouco; Novak merece estar no panteão ao lado dos maiores de todos os tempos – e vai acumular troféus até chegar lá. É só esperar.


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