
O técnico Silas (foto) confessa ainda não ter a noção exata do que significa levar o Avaí de volta à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro pela primeira vez desde 1979. Um feito nada desprezível para um treinador de 43 anos, que até a atual temporada havia comandado somente o Fortaleza.
“Acho que só vou conseguir ter noção exata da importância deste acesso para o Avaí quando tudo acabar. Sei que é um feito histórico, mas por enquanto ainda não consigo visualizar isso.” O bate-papo de “País do Futebol” e do ESPORTE FINO com Silas ocorreu nesta segunda-feira à noite, véspera do jogo contra o Brasiliense. Se vencer o instável time do Distrito Federal nesta terça, em Florianópolis, o Avaí segue os passos do Corinthians e confirma participação na Série A de 2009. “Quanto aos torcedores, posso dizer que está todo mundo doido por aqui. Imagine: o Avaí subindo e o Figueirense caindo…”, prossegue o treinador, citando o desespero do time arqui-rival, enraizado na zona do rebaixamento.
Ao misturar os estilos de Luiz Felipe Scolari e Muricy Ramalho, Silas mostra quais as principais virtudes do time azul e branco. “Aqui no Avaí a gente trabalha forte e nunca está satisfeito. Queremos sempre melhorar”, diz a porção Muricy do novato treinador. “E somos uma família. Não existe vaidade, não existe um grande craque. Nós transformamos o Avaí em um grupo unido”, completa o lado Felipão.
Seja qual for o método escolhido por Silas, o fato é que deu resultado. Após anos seguidos de campanhas apenas regulares, o Avaí finalmente levou a campo na atual Série B os frutos da boa administração e do planejamento a longo prazo. Os principais destaques do elenco são o meia Marquinhos (aquele loirinho que não vingou no São Paulo, em 2004) e o atacante Evando, de 31 anos, que não deixou a torcida sentir saudades de Vandinho — o “artilheiro do Brasil” —, negociado com o Flamengo no meio do campeonato. “Aqui não se atrasa salários e todo mundo faz a sua parte. Bem diferente de muito clube que disputa a Série A”, completa Silas, que tem acordo apenas verbal para ficar ano que vem.
Este texto faz parte da coluna “País do Futebol”, publicada todas as terças-feiras no Diário de S. Paulo.












11 de November de 2008 às 12:46 pm
Eu gosto do Avaí. Tem um nome bacana e ganhou a simpatia do país por causa do Guga. Só espero que o Figueirense caia, pq dois times de Santa Catarina na Série A, convenhamos, é um pouco demais. Com todo respeito aos catarinenses. E, especialmente, às catarinenses (rs).
11 de November de 2008 às 3:33 pm
Hahaha. Eu ia justamente comentar “pena que o Figueira vai cair e não vai ter clássico”, mas com o comentário do Borges eu me dei conta de que realmente ia ficar meio chato.
15 de November de 2008 às 1:05 am
[...] Futepoca: Silas dá o tom para o acesso do Avaí; - Momento do futebol: Folha salarial dos clubes brasileiros de futebol em 2008; - Além do jogo: [...]