10 de December de 2009

Três perguntas: Marcos Daniel

Se há um tenista que, definitivamente, não se enquadra na tendência atual do circuito, na qual os jogadores vivem seu auge muito cedo e antes dos 30 entram em curva descendente, ele é o gaúcho Marcos Daniel. Maduro, o jogador tem uma trajetória que se assemelha mais a um bom vinho: a cada ano que passa, fica melhor. Na temporada 2009, em que completou o 31º aniversário, o tenista de Passo Fundo obteve seu ranking mais expressivo e seu melhor resultado em torneios de primeira linha.

Em entrevista a este blogueiro, que preparava um especial para Tenisbrasil, o número 2 do País conta que viveu o melhor ano da sua carreira e revela planos de quem está motivado para seguir em ascensão permanente. Ele pretende jogar o maior número possível de torneios ATP e Masters, em detrimento dos challengers, circuito em que pode mais facilmente somar pontos.

Nos últimos quatro anos, você muitas vezes mostrou que estava sobrando no nível challenger, mas não conseguia despontar no nível ATP. Por que isso aconteceu? Como solucionar?
Na verdade, eu jogava muito mais torneios challenger – e aí automaticamente a chance de me sair bem era maior. Isso ocorria devido ao meu ranking, que me obrigava a jogar o qualifying dos ATPs. Mas, neste ano que passou, já obtive bons resultados em nível ATP: ganhei de vários grandes jogadores e espero para o próximo ano coisas muito melhores.

Só 12 brasileiros tiveram um “highest ranking” melhor que o seu. Você se sente um dos melhores da história do país?
Digamos que posso colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz; tudo o que tive ao meu alcance para fazer e chegar onde estou hoje eu fiz. Enfrentei muitas dificuldades quando novo devido a lesões e falta de apoio, mas cheguei entre os 56 do mundo (até agora, quem sabe não melhoro isso?); viajei praticamente a vida toda sozinho num circuito muito disputado, onde todos os que se dão bem ou estão neste nível investiram ou tiveram apoio total desde muito novos; enfrentei os secadores de plantão e sigo firme aqui. Se me sinto um dos melhores da historia, não sei, mas me sinto feliz por ter conseguido alcançar um sonho de jogar tênis, viver do esporte que tanto gosto, ser respeitado no meio tenístico às vezes mais fora do País do que aqui… Mas faz parte, muitas pessoas não fazem idéia da competitividade que existe no circuito.

O Brasil hoje é uma equipe que deveria estar no Grupo Mundial da Davis ou o Zonal é a posição real do time?
Temos um time muito bom, sempre estaremos brigando para subir para o Grupo Mundial, mas temos que admitir que existem grandes potências do tênis que estão acima da nossa equipe. Mas temos condições claras de subir para a elite, não tenho a menor dúvida disso. Logo, logo vocês vão nos ver chegando lá.

Receba mais notícias por e-mail

Deixe seu palpite

  

  

  

As mensagens publicadas pelo sistema de comentários não refletem a opinião do blog ou de seus autores. As opiniões e comentários emitidos por este sistema são de exclusiva e integral responsabilidade dos visitantes que dele fizerem uso. O Esporte Fino não se responsabiliza por quaisquer danos decorrentes do uso deste serviço perante usuários ou terceiros. Comentários escritos apenas com letras maiúsculas serão apagados.

O sistema de comentários do Esporte Fino utiliza o Gravatar para exibir sua imagem.