20 de November de 2009

Tricolor Celeste: o sotaque uruguaio do Morumbi

Em 1997, nos primeiros dias de vida do Lance!, Luís Augusto Símon assinava, com Mauricio Noriega, uma seção semanal chamada “Bola do Vizinho”. Naquele fim da década passada, pouco se falava por aqui de futebol chileno, paraguaio, argentino ou uruguaio. Muito menos das coisas da Colômbia, Peru, Equador ou Venezuela.

Tricolor Celeste Mas Menon, o apelido pelo qual Luís Augusto é conhecido, é um apaixonado pela América Letina. Pela história do de Simón Bolivar, Che e Fidel. Pela música de Mercedes Sosa. Pelas letras de Neruda e García Márquez. E apaixonado, sobretudo, pelo futebol latino. Ninguém melhor que ele, portanto, para escrever Tricolor Celeste (Publisher Brasil, 112 páginas, R$ 25), livro que foi lançado nesta quinta-feira em São Paulo.

É um livro com a história de quatro uruguaios que fizeram história no São Paulo: Pablo Forlán, Pedro Rocha, Darío Pereyra e Diego Lugano. Quatro relatos que nos dão, ao mesmo tempo, um bom panorama da história do tricolor nas últimas quatro décadas. Menon, um dos mais perfeitos e criativos textos que encontrei em 12 anos de profissão, relata de forma deliciosa curiosidades como Dario Pereyra ter sido responsável por apresentar a música de Julio Iglesias a Estevam Soares.

É importante, no entanto, repetir o alerta feito por Luís Augusto Mônaco na orelha da obra. Não é preciso ser são-paulino nem nostálgico para mergulhar nas páginas de Tricolor Celeste. Basta gostar de futebol e de histórias bem contadas.

          

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6 palpites

  1. Arthur Ferraz comentou:

    Pegando o gancho do livro, qual a seria seleção celeste formada pelos uruguaios que atuaram no Brasil? Acho que vale o desafio. No time que tentei montar de cabeça, vários zagueiros e uma carência de atacantes de primeiro escalão. A tentativa ficou assim, no 3-5-2 e com Don Dario de volta ao meio, como começou no São Paulo:

    Rodolfo Rodriguez (Mazurkiewicz); Ancheta, Lugano e De León; Forlan (Diogo), Dario Pereira, Pedro Rocha, Ruben Paz e Cincunegui; Fischer e Revetria.

    20 de November de 2009 às 11:15
  2. Arthur Ferraz comentou:

    Cometi um engano: O botafoguense Fischer é argentino, e não uruguaio. No lugar dele entra, então, o palmeirense Hector Silva.

    20 de November de 2009 às 17:26
  3. Tweets that mention Tricolor Celeste: o sotaque uruguaio do Morumbi | Esporte Fino -- Topsy.com comentou:

    [...] This post was mentioned on Twitter by estadodecirco, Esporte Fino. Esporte Fino said: RT @estadodecirco #FollowFriday para @menon233, autor do ótimo Tricolor Celeste. Aqui, ó: http://uiop.me/_tricel [...]

    20 de November de 2009 às 21:56
  4. Chicao comentou:

    Se o post fosse do Luiz Augusto Lima, teríamos 3 caras chamados Luís(z) Augusto no mesmo post, o que fatalmente seria um recorde… rs Mas enfim, sou tricolor e vou atrás do livro.

    20 de November de 2009 às 23:38
  5. Alexandre comentou:

    Falta um uruguaio no time do SP hoje.

    23 de November de 2009 às 14:05
  6. Alexandre comentou:

    Em termos de raça e vontade, Lugano e Forlán seriam utilíssimos no time.

    23 de November de 2009 às 14:06

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